11 de julho de 2026

Após 40 anos adormecido, maior vulcão ativo do mundo entra em erupção

Por Malu Medeiros |
| Tempo de leitura: 2 min
USGS
Reprodução

No último domingo (27), o maior vulcão ativo do mundo, Mauna Loa, localizado no Havaí, entrou em erupção pela primeira vez em quase 40 anos. As imagens circulam nas redes sociais.

No momento o fluxo de lava está contido principalmente no cume do vulcão, mas os moradores foram colocados em alerta e orientados sobre o risco de queda de cinzas. Porém o Serviço Geológico dos EUA informa que a situação pode mudar repentinamente.O nível de alerta do Mauna Loafoi alterado, e de ‘advertência’ passou a ser ‘alerta’, sendo essa a classificação mais alta.Segundo autoridades de emergência, é pouco provável que as áreas povoadas sejam afetadas nesta fase, e por esse motivo até o momento nenhuma ordem para deixar a região foi emitida.

O Mauna Loa é localizado dentro do Parque Nacional dos Vulcões do Havaí, e apenas ele domina metade da ilha. O vulcão se eleva a 4.169m acima do nível do mar e abrange uma área de mais de 5.179 quilômetros quadrados. O vulcão entrou em erupção às 23h30 do domingo no horário local -- 6h30 de segunda-feira no horário de Brasília--, em Moku'?weoweo, a caldeira do cume do vulcão -- as caldeiras são cavidades que se formam abaixo do cume no final de uma erupção.

Antes do fenômeno acontecer, uma série de alertas sobre uma possível erupção foi emitida, devido uma série de terremotos recentes na região, incluindo mais de uma dúzia de tremores relatados no domingo.

"Com base em eventos anteriores, os estágios iniciais de uma erupção do Mauna Loa podem ser muito dinâmicos, e a localização e o avanço dos fluxos de lava podem mudar rapidamente", informou o Serviço Geológico dos EUA. No comunicado ainda foi alertado que se a erupção migrar para além das paredes da caldeira do cume, os fluxos de lava podem descer rapidamente.

Segundo o Serviço Geológico dos EUA, o Mauna Loa entrou em erupção 33 vezes desde 1843, tendo sua última erupção no ano de 1984. Na época, o fenômeno enviou fluxos de lava a oito quilômetros de Hilo, a cidade mais populosa da ilha.