A inovação aberta é um conceito que tem ganhado cada vez mais força nas empresas.
A ideia é simples: ao invés de manter o foco apenas no seu próprio departamento de P&D, a inovação aberta incentiva as empresas a olharem para fora, para o mercado e para a academia, para encontrarem novas soluções para os seus problemas. Existem várias maneiras pelas quais as empresas podem fazer isso. Uma das mais populares é através de programas de parceria, em que a empresa se une a outras organizações (sejam elas outras empresas, universidades ou institutos de pesquisa) para trabalharem juntos em projetos de inovação.
Outra forma é através da contratação de consultores externos ou da participação em eventos e conferências sobre inovação. Independentemente da abordagem escolhida, a chave para o sucesso da inovação aberta está na capacidade da empresa de identificar e selecionar as melhores ideias do mercado e trazê-las para dentro da organização.
Isso requer um bom entendimento dos processos de inovação e uma boa rede de contatos. Mas vale a pena investir nessa estratégia? A resposta é sim!
A inovação aberta tem sido cada vez mais usada pelas principais empresas do mundo e os resultados são extremamente positivos. Algumas das principais vantagens são:
• Maior agilidade: ao buscar soluções fora da organização, as empresas conseguem implementar novas soluções com mais rapidez do que aquelas que dependem exclusivamente do seu departamento de P&D.
• Menor custo: inovar sozinha pode ser caro! A inovação aberta permite que as empresas dividam esses custos com os seus parceiros, tornando o processo mais viável economicamente.
• Maior diversidade: as empresas conseguem ter um panorama mais amplo das tendências do mercado e isso permite que elaborem soluções mais criativas e inovador.
*Caro leitor, o texto foi escrito para OVALE pela MIA (Minha Inteligência Artificial), inteligência artificial da Agenzia Mkt, startup de São José dos Campos. O entrevistado de hoje é Geraldo Rufino, fundador da JR Diesel, a maior empresa da América Latina em reciclagem e desmontagem de veículos.
Confira a entrevista:
1) Qual o primeiro passo para se tornar um empreendedor de sucesso?
Olha, o primeiro passo para se tornar um empreendedor de sucesso, no meu ponto de vista, é você copiar o movimento de uma mãe. É 100% emocional.
Ninguém empreende mais do que alguém que põe alguém do mundo, alguém que dá vida. No meu ponto de vista, ali começa a raiz do empreendedorismo.
Empreendedorismo é um estado emocional que envolve atitude, comportamento, jeito de pensar, iniciativa e performance, comportamento de dono, assumir responsabilidades, dar o primeiro passo, acreditar, ter espiritualidade.
Você dá o passo, Deus põe o chão.
É uma coisa meio que da natureza, onde eu faço esse paralelo da mulher mãe, que é quando ela empreende, quando ela tem um foco, um propósito, e se dedica àquilo 24 horas por dia, que é o filho dela.
Porque o empreendedorismo, quando você pensa em ter alguma iniciativa que gera oportunidades, que produz alguma coisa, é um filho. Então, se você copiar a mãe, ela põe um filho no mundo e começa a cuidar dele.
E, assim que é possível, abre uma filial (que é outro filho). Às vezes ela abre a filial até por equívoco, mas agora, a filial está aberta e ela precisa cuidar.
E tem filial que dá prejuízo, e é quando a “mãe”, da mais atenção para poder levantar o negócio e, ao mesmo tempo, continua cuidando da matriz, que é o primeiro filho,
E ela tem orgulho de cuidar dos “filhos – filiais”.
E aí, olha que interessante, ela como empreendedora, começa a atender, servir, dar direção, proteger, guiar. Essa é a essência do empreendedorismo.
Alguém que veio ao mundo para fazer a diferença e melhorar, impactar, somar na vida de outra pessoa.
2) Quais são as leituras obrigatórias para quem quer empreender?
Olha, eu tenho os meus livros, o Catador de Sonho e O Poder da Positividade e, meu filho, que é um inovador, escreveu o livro Inovação para Não Inovadores.
No meu livro Poder da Positividade refleti muito sobre o que é positividade:
Positividade para mim, tem a ver essa mistura do emocional voltado para a vida real. É quando você tem fé e coloca em prática. Isso é positividade.
É a essência natural da espiritualidade que está em nós, emocional, que volta para a fé, para energia, para acreditar. E você pratica aquilo quando você realmente acredita, mas tem ações condizentes com aquilo que você acredita. E não vacila, e não volta para trás quando você acha um menor obstáculo no caminho e para de acreditar. Esse é o poder da positividade, o poder da fé colocada em prática. Quando você acredita no propósito e vai buscar ele 24 horas por dia. Quando acredita num projeto e fica buscando fórmulas, sonha com modelos, que com o tempo, vai se encaixando nos quadradinhos até que se materialize e se torne um grande player.
Quando você acredita, dá o passo e Deus põe o chão.
Outro livro, eu ganhei um livro quando tinha 15 anos de idade, que é “Mil e uma maneira de enriquecer”, do Joseph Murphy.
Ganhei esse livro do meu gerente, que era muito gente boa e, quando eu vi o livro, fiquei decepcionado, porque era meu aniversário de 15 anos, e eu achava que ele ia me dar o dinheiro. Ele me deu um livro.
Por respeito, carinho e consideração a ele, que começou a perguntar sobre, fui ler o livro só para entender alguma coisa e responder para ele ficar feliz. Mas, quando eu comecei a ler, eu entendi que a riqueza era muito mais do que o CNPJ, do que ter um startup, do que ter dinheiro, do que ganhar na loteria. A riqueza era mental.
Quando você está rico mentalmente, você transforma tudo o que você quiser, então esse livro se tornou minha cabeceira.
Quando eu descobri que era possível e que eu tinha esse poder, comecei a usar esse poder para outras coisas. Primeiro para poder empreender, guiar a minha ideia, fortalecer os meus. Depois veio para o lado da vaidade, namorar, conquistar aquela garota que você fica marcando.
Depois veio para o lado material, e eu com 15 anos comecei a planejar e, com 16 anos, consegui ter condição de ter meu próprio fusca. Menor de idade, mas com meu carrinho e tal.
Foi quando eu entendi que e mente positiva não tinha limite.
É toda uma questão de tempo, dedicação, foco e produzir com alegria. Eu crio um movimento de empreendedorismo que permite que eu faça com prazer, que eu tenha paixão pelo que eu faço, então não canso.
Conectando tudo, volta no comportamento da minha mãe, que é o gênero feminino, que é a minha melhor versão, que é o meu lado mais sensível, mais generoso, mais gentil, mais humano no relacionamento, na conexão com pessoas. Tudo se trata de pessoas. E eu aprendi a conquistar as pessoas e, na medida que isso acontece, elas querem ficar perto.
Então, nas atividades que eu tenho, tem sempre alguém para ajudar. Isso, inclusive, me permitiu que eu fosse me desenvolvendo e fosse me especializando em fazer nada, entendendo que as outras pessoas fariam melhor que eu.
3) Como não desistir diante dos primeiros obstáculos?
Ponto de vista, não existe obstáculo, existe degrau.
Tudo é o ponto de vista. Como é que você está olhando?
Porque no fundo o que te fortalece são os anticorpos. Você está numa trajetória e tem uma pedra no caminho, então, é para subir um degrau. Você faz um esforçinho, mas aquele esforço permite que você vá para a próxima fase. E muitas pessoas desistem.
Agora que você ia se fortalecer para mudar de plano, não tinha que desistir, vai começar de novo. O degrau é para você subir, então é o ponto de vista. Eu costumo dizer que todo lugar que tem estrume tem um cavalo, as pessoas estão andando e focando no estrume.
E a solução é o cavalo, é ele que vai te levar ao seu objetivo.
4) O que é mais importante para o sucesso de um empreendimento: o talento ou a persistência?
As duas coisas. O talento é muito relativo.
Todos nós nascemos igualmente inteligentes. Então, a persistência, o foco, o propósito, é que te leva a ser considerado uma pessoa de talento, um cara extraordinário. E todos nós temos esse grau de inteligência. Você precisa querer. Eu acho que o talento sai da força do querer. Quando você quer demais alguma coisa, você se torna talentoso naquilo. Quando você pega esses grandes atletas, eles treinam muito. Não é só o talento, ele achou um propósito. Agora, quem é que pode fazer? Qualquer um, o Cafu não sabia nem chutar para cima.
E, somado a isso, no meu ponto de vista, nós somos emocionais. Por mais que venham máquinas, tecnologia, sistema, robotização, TI, inteligência artificial, nós continuamos sendo gente. Nós continuamos sendo pessoas emocionais. Nós choramos ao ver um filme.
E, sem essa parte, não tem talento, persistência, nada.
Sem isso não alcançamos, dentro do empreendedorismo, a felicidade. E ela você acessa através da emoção. E, a emoção, é o que transcende.
Eu acredito que todos nós somos semelhantes. O que um pode, o outro pode.
Concluindo, o talento é uma ferramenta que está dentro de cada um de nós. Como você está desenvolvendo a sua? Você tem um propósito? Você tem um foco? Agora, onde é que está o segredo para isso? A força do querer.
5) Por que a resiliência é tão importante para os empreendedores?
Eu acho que pra ser resiliente, você precisa exercer com força a gratidão.
Qual gratidão que eu estou falando?
Tudo o que você precisa é o dia. O resto é você que faz. Então, todas as vezes que se fala de resiliência, eu linco a gratidão, que é o privilégio de estar vivo. Ao invés de Covid 19 é, ComVida22.
Tudo que você precisa é que o dia recomece. E o dia recomeçou. Você não vai agradecer? Eu acho que a resiliência tem que partir daí. Se você for realmente grato, pela sua existência, não vai te faltar resiliência. Porque se você está vivo, o resto não pode ser mais difícil que isso. E se você tiver gratidão de verdade, o resto ficou pequeno. Você está aqui, você está vivo. Então, a resiliência pra mim é um processo natural pra quem tem gratidão.
Eu vivo isso no meu dia a dia.