Condenado nesta semana pelo assassinato de uma comerciante na zona leste de São José dos Campos em 2018, Lucas Duarte Muniz afirmou na época, em depoimento à Polícia Civil, ser fã de filmes de terror e que eles teriam o incentivado a cometer o crime.
Após assistir uma sequência de filmes do gênero como “Halloween Ends” e “O Massacre da Serra Elétrica” no dia anterior aos crimes, ele teria acordado “disposto a matar alguém”, segundo relatório da Polícia Militar. O assassino então pegou um ônibus e tomou uma direção aleatória até a loja que acabou vitimando Edimara Siliana Faria Andriollo.
Danton Pantoja, advogado que acompanhou o plenário de apresentação da denúncia do júri contra Lucas, disse que o rapaz afirmou que gostaria de “matar mais pessoas”. Os planos para a possível carnificina, no entanto, teriam sido frustrados pela reação de populares que lincharam o criminoso após as facadas desferidas contra Edimara.
Danton ainda ressalta que o condenado não tinha nenhuma passagem policial, e a morte da comerciante foi a única realizada por ele, o que não lhe torna um serial killer. “Acredito que o termo serial killer foi usado para ele por conta dos filmes que ele gostava de assistir e que, segundo sua versão, teria o influenciado na morte daquela mulher”, destacou.
O assassino morava em uma casa com o pai, idoso, que na época revelou que o filho nunca teria realizado nenhum tipo de acompanhamento psiquiátrico. Porém, acrescentou que, por duas vezes, o rapaz já havia tentado se matar.