11 de julho de 2026
CÂMARA

CEI: Sabesp recebe 1.800 reclamações de falta de água por dia em São José dos Campos

Por Da Redação | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 2 min
Cleverson Nunes/CMSJC
Reunião da CEI da Sabesp para ouvir representantes da empresa

A Sabesp recebe, em média, 1.800 reclamações de falta de água por dia em São José dos Campos. A informação foi divulgada por representantes da empresa, que foram ouvidos nessa segunda-feira (21) pela CEI (Comissão Especial de Inquérito) da Câmara que investiga suposto descumprimento do contrato entre a Prefeitura e a companhia.

O número de reclamações corresponde a 0,9% dos imóveis atendidos na cidade. No município são 195 mil ligações de água.

O problema de abastecimento de água em São José foi o principal ponto das oitivas do superintendente regional da Sabesp, Sérgio Bekerman, e do gerente do Departamento Distrital, José Geraldo da Fonseca Júnior.

Bekerman explicou que nenhum sistema de abastecimento é infalível e a interrupção no fornecimento de água pode ter inúmeras causas, como falta de energia elétrica, vazamentos ou problemas internos em residências. Mas o superintendente regional reconheceu que problemas localizados no início do ano afetaram vários bairros da cidade.

Bekerman disse que a Sabesp vai investir R$ 109 milhões em infraestrutura no abastecimento de água até 2025, e que a concessionária tem feito ampliações de adutoras e de reservatórios para melhorar a oferta de água nos bairros periféricos.

O superintendente regional afirmou ainda que, desde o início do atual contrato na cidade, em 2008, até 2021, a Sabesp investiu R$ 565 milhões em São José, montante acima do previsto (R$ 450 milhões). Parte desse recurso resultou em 100% de coleta e tratamento de esgoto nas áreas regulares - em 2008, o índice era de 46%.

COMISSÃO.
Essa foi a terceira oitiva da comissão. O primeiro depoimento foi da diretora do Departamento de Concessionárias da Prefeitura, Dolores Moreno Pino, a Lola. Depois, foram ouvidos três representantes da Arsesp (Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo).

O contrato entre município e empresa foi firmado em 2008 e tem prazo de duração de 30 anos. A principal reclamação apurada pela comissão é a recorrente falta de água em bairros da cidade.