04 de abril de 2026
VIOLÊNCIA

Ana Lívia: atiradora 'não tem percepção da gravidade da situação', diz Fundação Casa

Por Thais Perez | Taubaté
| Tempo de leitura: 2 min
Arquivo Pessoal

Funcionários da Fundação Casa afirmam que a menina de 12 anos que tirou a vida de Ana Lívia, menina de 13 anos, em Taubaté, em setembro deste ano, não tem percepção de gravidade da situação. Conforme a decisão da Justiça de manter a garota em internação provisória até seu julgamento, que aconteceu na semana passada.

Segundo o inquérito policial, Ana Lívia levou um tiro na nuca disparado por sua amiga, quando estavam esperando para ir à escola. A arma utilizada no crime pertencia a um tio da garota, que está respondendo um TCO (Termo Circunstanciado de Ocorrência).

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A Justiça acatou a representação feita pelo MP (Ministério Público) e afirma que existiu um ato infracional por motivação torpe, ou seja, que fere a moral, os bons costumes e é reprovável. Além disso, a decisão também destaca que o ato causa intranquilidade e dessossego público, "evidenciados pela conduta da jovem em se dispor a ceifar a vida da vítima como opção de resolução de conflitos pessoais".

Na decisão, o juíz destaca que, segundo informações da equipe da Fundação Casa onde a menina se encontrada, ela "não tem percepção da gravidade da situação, mesmo depois de várias abordagens desta equipe técnica em refletir na gravidade da ação; ela permanece com relatos superficiais e com preocupação apenas com sua vida".

JUSTIÇA.

A Vara de Infância e Juventude de Taubaté decidiu que o tempo de internação da menina de 12 anos será indeterminado. De acordo com informações da equipe jurídica da família da vítima, o juiz determinou que uma avaliação psicológica seja feita com a garota a cada 6 meses. O documento vai respaldar a manutenção da pena ou não. Atualmente, ela está internada em uma unidade da Fundação Casa na capital.

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CRIME.
O caso aconteceu no dia 27 de setembro, no bairro Jardim Paulista, em Taubaté, antes de Ana Lívia e a garota de 12 anos irem para a escola. Pela manhã, Lívia ligou para a mãe perguntando se a amiga podia ir até sua casa para que as duas pudessem ir para a escola juntas, de carona com a mãe de outra colega.

Horas depois, a mãe de Ana Lívia encontrou a menina já sem vida, em seu quarto. De acordo com a polícia, a menina de 12 anos confessou ter atirado contra Ana Lívia com uma arma de fogo que pertence ao seu tio, que trabalha como agente penitenciário.

Lívia foi encontrada com um tiro na nuca, com o corpo caído em cima de uma mesa de cabeceira. A menina foi encaminhada para a Fundação Casa, onde espera por julgamento para definição da medida socioeducativa que será aplicada em seu caso.