Com a certificação do jato E190-E2 para operar na China e a expectativa do certificado para o E195-E2, a Embraer projeta expansão nas vendas no país e já admite parceria para montar aeronaves no território chinês.
A última projeção de mercado da Embraer estima que 1.445 novas aeronaves na categoria de até 150 assentos serão entregues na China até 2041, impulsionada pelo desenvolvimento econômico de longo prazo do país.
Antes da pandemia de Covid, 91 E-Jets operavam 460 rotas na China, conectando 150 cidades no país e no exterior e transportando cerca de 15 milhões de passageiros anualmente. A frota da Embraer desempenhou papel importante durante a pandemia para manter as principais rotas em atividade e ajudar na recuperação da indústria.
“A certificação traz muito otimismo para nós com o mercado chinês, que será muito importante para a aviação nos próximos anos. Temos conversas adiantadas com empresas aéreas na China. Perspectivas boas para o mercado no país”, disse Francisco Gomes Neto, CEO e presidente da Embraer.
O executivo admitiu a OVALE que há interesse em montar aviões na China. “Sim, estamos abertos a alguma cooperação local na China por conta de novos negócios”, disse Gomes Neto.
Por 13 anos, a Embraer manteve parceria com subsidiárias do grupo chinês Avic para produção de jatos executivos no país. A empresa brasileira produzia na China por meio da joint-venture Heai (Harbin Embraer Aircraft Industry). A parceria durou de 2003 a 2017.
“A certificação [do E190-E2 ] abre caminho para significativas oportunidades de negócios para o E190-E2 na China. Existem dados que revelam que um bilhão de pessoas que vivem em cidades menores da China nunca voaram”, afirmou Arjan Meijer, presidente e CEO da Embraer Aviação Comercial.