11 de julho de 2026
MÚSICA

Grupo Dona da Rua lança disco ‘Samba-Revolução’ com show em São José

Por Da Redação | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 3 min
Divulgação
Grupo Dona da Rua lança disco ‘Samba-Revolução’ com show em São José

O público de São José dos Campos e região pode conferir no dia 11 de novembro, no Teatro Municipal, a força da produção musical de mulheres no show Samba-Revolução, em uma noite especial que marca o lançamento do disco de mesmo nome do grupo Dona da Rua.

O show – com entrada gratuita – faz parte da programação do Mês da Música e será gravado para exibição na plataforma online da Secretaria Estadual de Cultura.

Lívia Barros (voz), Helô Ferreira (violão 7 cordas) e Juliana Rodrigues (piano) mostram as dez canções do disco (oito delas inéditas), acompanhadas das percussionistas Simone Gonçalves, Mô Trindade e Monalisa Madalena, da baixista Bruna Duarte, e de Estela Paixão e Eloiza Paixão (coro). O show em São José – que conta com direção artística da premiada cantora, compositora, atriz e coreógrafa Renata Jambeiro – terá a ilustre presença das convidadas Manu da Cuíca e Marina Írís, além de participações especiais de Raquel Tobias, Bruna Prado e Maíra da Rosa.

No repertório, se destacam a canção “Pequena”, composta pelas integrantes do grupo, músicas de Lívia Barros (“Me deixa partir em paz”, “Deriva”, “Que venha em mim” e “Justiça”), parcerias de Lívia com Sara Fernandes (“Vai”) e Evandro dos Reis (“Janelas e Parapeitos”), além das faixas “Primeira estrela” (Manu da Cuíca e Marina Íris), “Filha da luta” (Guilherme Bandeira) e “Modo poesia” (Maíra da Rosa, Amanda Lima, Laís Oliveira e Daniel Perez).

“Como educadora e artista, observo que há uma restrição no acesso ao debate público sobre o papel das mulheres na arte, especialmente da arte protagonizada por mulheres negras. Essas discussões estão restritas a um universo intelectual e não alcançam o grande público, jovem ou não. Penso que quantos mais grupos  de mulheres conseguirem divulgar suas lutas através da música, mais possibilidades do debate alcançar outros espaços”, afirma Lívia Barros.

Ela destacou o poder do samba como instrumento para reflexões sobre o país. “O samba, com sua infinidade de questões e possibilidades de enfrentamento, suas histórias, suas metáforas da vida, suas visões de mundo, seus autores e autoras, suas ironias e subversões deveria ser central para compreender um país que tem o machismo e o racismo como problemas, marcas, traumas de sua identidade. Por isso, gravar um disco de composições de samba que propõe essas reflexões significa sobreviver e valorizar nossas histórias de luta por uma vida mais justa”, avalia a multiartista.

Convidadas
Marina Íris é uma personalidade destacada do samba carioca, com quatro discos lançados. Ligada aos movimentos negro e feminista, seus discos e composições trazem esses temas em forma de canções. Tem parcerias com nomes como as escritoras Elisa Lucinda, Ana Maria Gonçalves e Conceição Evaristo – que participaram com incursões poéticas em seu último álbum de estúdio, “Voz Bandeira” (2019) – e o cantor Péricles, com quem lançou o single “Virada” (parceria dela com Manu da Cuíca) em 2021.

Compositora de destaque no cenário carioca, Manu da Cuíca é autora dos sambas-enredo apresentados pela Mangueira no Carnaval do Rio de Janeiro nos últimos anos. Tem composições gravadas por artistas proeminentes da cena carioca, como Marina Íris, coletivo ÉPreta e Grupo Arruda. Entre suas composições mais conhecidas estão “História pra ninar gente grande” (vencedora do Carnaval 2019), “Pra matar preconceito” (parceria com Raul DiCaprio) e “A verdade vos fará livres” (samba-enredo apresentado pela Mangueira no Carnaval 2020).