O presidente Jair Bolsonaro (PL) teria consultado integrantes das Forças Armadas sobre a possibilidade de judicializar o resultado do segundo turno das eleições presidenciais com a justificativa do agora presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ser considerado inelegível por conta de suas condenações na Lava-Jato.
Segundo informações da CNN Brasil, os militares consultados pelo chefe do Executivo não apoiaram a possível investida. A conversa teria acontecido momentos antes do pronunciamento realizado pelo atual presidente na terça-feira (1º), onde Bolsonaro agradeceu aos votos que teve e afirmou que iria “continuar cumprindo a constituição.
Ainda segundo o interlocutor, a sugestão de questionar via Justiça o resultado das urnas teria recebido aval de uma das Forças, mas negada por outra, além do Exército, considerado o fiel da balança, que se recusou a endossar a tentativa de Bolsonaro.
A apuração também ressalta que o Alto Comando do Exército está convicto em aceitar o resultado das eleições, descartando qualquer tipo de intervenção ou golpe. A instituição, no entanto, não deverá se posicionar sobre o tema.
Com a página das eleições virada, na próxima semana, generais do Alto Comando deverão marcar uma primeira reunião para apresentar a atual situação das Forças Armadas à equipe de transição do futuro governo Lula. Além disso, os militares também deverão informar suas perspectivas para o próximo ano.
Até o momento, 641 urnas foram avaliadas pelo Comitê de Transparência, que não encontrou nenhuma irregularidade nos testes. Destas, 56 com o uso de biometria. O Exército Brasileiro, inclusive, é um dos integrantes deste comitê avaliador.