11 de julho de 2026
LICITAÇÃO

Sem interessadas, fracassa quarta tentativa de concessão de naming rights da Linha Verde

Por Da Redação | São José dos Campos
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Adenir Britto/PMSJC
Estação da Linha Verde em São José dos Campos

Mesmo após mais uma prorrogação, segue sem sucesso a tentativa da Prefeitura de São José dos Campos de conceder o ‘naming rights’ (direitos de nome, em inglês) das 13 estações de embarque e desembarque da Linha Verde.

A licitação foi aberta em março. Inicialmente, o prazo para recebimento de propostas terminaria em abril, mas nenhuma empresa se interessou. Houve uma primeira prorrogação, de 60 dias, até junho, mas novamente não surgiu nenhuma proposta.

O chamamento público foi retomado no fim de agosto, mas não houve propostas até o fim de setembro. Após nova prorrogação, o prazo terminou no fim de outubro, outra vez sem interessados.

Em nota enviada à reportagem na noite dessa segunda-feira (31), a Secretaria de Mobilidade Urbana informou apenas que o edital “está sob análise”. A pasta não adiantou se irá insistir na medida ou desistir da concessão dos ‘naming rights’.

NAMING RIGHTS.
A modalidade permite que uma empresa possa associar sua marca a obras públicas, em troca da doação de recursos para custeá-la.

Na primeira versão do edital, que foi mantida até junho, as empresas poderiam dar nome às estações da Linha Verde por até 10 anos. Na segunda versão do edital, após os primeiros fracassos, esse prazo passou a ser de 20 anos, sem alterar o preço por estação, de R$ 800 mil. Além disso, a licitação passou a prever a confecção e instalação de totem publicitário e veiculação de mídia em monitor a ser instalado nas estações, por um período de 10 anos. Mesmo assim, nenhuma empresa se interessou.

LINHA VERDE.
A primeira fase da Linha Verde tem início na Estrada do Imperador (região sul) e segue até o Terminal Intermunicipal (região central), em um trajeto de 17 quilômetros. O trajeto deveria ter sido liberado em outubro de 2021, mas isso só deve ocorrer em novembro desse ano, com 13 meses de atraso. Foram feitas liberações parciais de alguns trechos em julho e em outubro.

A obra da primeira fase do projeto da Linha Verde, que custaria inicialmente R$ 55,832 milhões, já chegou a R$ 77,83 milhões – um acréscimo de R$ 22 milhões (ou 39,4%) sobre o valor original. Desse valor global, R$ 30 milhões serão aportados pelo governo estadual e o restante pelo município.

Na segunda fase das obras, que não deve ser licitada até o fim de 2024, será criado o Anel Viário Leste, uma nova via que permitirá a interligação de toda a cidade ao Parque Tecnológico, sem a necessidade de uso da Via Dutra.

Somados todos os contratos, o custo da primeira fase da Linha Verde já chegou a R$ 193 milhões. Além da obra, R$ 60,9 milhões devem ser gastos com a desapropriação de áreas, que somam cerca de 400 mil metros quadrados. Os 12 VLPs (Veículos Leves sobre Pneus) custaram R$ 34,732 milhões, e serão pagos mais R$ 4,36 milhões pelos equipamentos que serão usados para recarregar as baterias dos veículos. Além disso, serão R$ 5,459 milhões pela supervisão da obra e também pela supervisão ambiental do projeto Linha Verde. O cálculo também inclui os R$ 7,8 milhões que serão pagos pelos abrigos de passageiros que servirão como ponto de embarque e desembarque para os VLPs e os R$ 2 milhões para a rede semafórica inteligente nos cruzamentos com as vias.