A Prefeitura de São José dos Campos vai pagar R$ 699 mil pela realização de uma pesquisa sobre o sistema de transporte público do município.
O serviço será prestado pela empresa Ser – Desenvolvimento Humano e Empresarial, que tem sede em Concórdia (SC) e venceu a licitação promovida pelo município – o valor máximo era de R$ 1,32 milhão.
A empresa, que terá oito semanas para apresentar os resultados, deverá fazer 410 entrevistas com passageiros.
A Secretaria de Mobilidade Urbana alegou que “a pesquisa irá consolidar dados já estudados antes da pandemia”, e que “os dados que forem apurados pelo levantamento vão embasar o planejamento de atendimento à demanda”.
TRANSPORTE.
Sem conseguir destravar a nova concessão do transporte público, a Prefeitura prorrogou por mais 12 meses os contratos com as três empresas que operam o serviço no município.
A prorrogação dos contratos da Expresso Maringá, da Saens Peña e da Joseense foi assinada no último dia 21 de outubro.
Essa já é a segunda prorrogação dos contratos, que inicialmente deveriam ter sido encerrados em fevereiro de 2021.
PRIMEIRO MODELO.
Em 2020, 2021 e 2022 a Prefeitura tentou, sem sucesso, concluir a licitação para definir as novas empresas que iriam operar o sistema de ônibus no município. Os fracassos foram motivados, principalmente, pela falta de interesse do mercado nos modelos propostos.
O primeiro modelo – elaborado pela FGV (Fundação Getúlio Vargas), que recebeu R$ 2,465 milhões da Prefeitura – era de uma concessão tradicional, com o sistema dividido em dois lotes. Apenas o Grupo Itapemirim apresentou proposta, mas o contrato não foi adiante pois a empresa não comprovou que seria capaz de entregar o que era exigido.
SEGUNDO MODELO.
Depois, já na reta final do governo Felicio Ramuth (PSD), o primeiro modelo foi descartado e foi sugerido um segundo, no qual a Urbam (Urbanizadora Municipal), que é uma estatal controlada pela Prefeitura, iria alugar os veículos, e outra empresa, definida em uma segunda licitação, iria operar os ônibus.
O edital previa a locação de 350 veículos elétricos por 16 anos, em um contrato que poderia custar até R$ 2,688 bilhões nesse período. Mas, no início de junho, a única empresa interessada acabou inabilitada na fase de documentação. Um novo edital deve ser publicado pela Urbam.
Esse segundo modelo não garante as três melhorias que haviam sido prometidas inicialmente, no sistema projetado pela FGV: aumento na frequência dos ônibus (agora, haverá redução da frota), menos lotação (os novos veículos serão menores que os atuais) e redução da tarifa (o modelo tarifário ainda não foi detalhado).