10 de julho de 2026
AMAZÔNIA

Ao defender ‘desmatamento zero’, Lula põe Inpe de volta ao centro da prevenção ambiental

Por Da redação | São José dos Campos
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Reprodução
Amazônia em 2022 tem pior marca da série histórica de alertas de desmate do Inpe

Poucas horas após o final da votação no Brasil e a confirmação do resultado da apuração pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral), o candidato eleito pela maioria dos brasileiros e agora novo presidente do Brasil, Luis Inácio Lula da Silva (PT), confirmou seus compromissos com o meio ambiente e colocou a RMVale de volta ao centro da prevenção ambiental.

Diante da preocupação global com a destruição da Amazônia em um eventual segundo mandato de Jair Bolsonaro (PL), Lula reforçou o compromisso de proteger a floresta e os biomas nacionais, trabalho que conta, há décadas, com o Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais).

No entanto, o instituto foi um dos alvos preferenciais de Bolsonaro desde o início do mandato, em 2019. Em agosto daquele ano, o presidente criticou publicamente os dados de desmatamento da Amazônia divulgados pelo Inpe, levando o então diretor Ricardo Galvão a defender a instituição publicamente. Dias depois, Galvão foi exonerado do cargo por Bolsonaro.

Em 2022, a Amazônia tem pior marca da série histórica de alertas de desmate do Inpe. Índice de janeiro até 21 de outubro chegou a 9.277 km² de área sob alerta de desmatamento.

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O discurso de Lula no domingo (30) foi uma espécie de ‘desagravo’ ao Inpe e ao trabalho dos cientistas do órgão.

“Hoje nós estamos dizendo ao mundo que o Brasil está de volta. Que o Brasil é grande demais para ser relegado a esse triste papel de pária do mundo. O Brasil está pronto para retomar o seu protagonismo na luta contra a crise climática, protegendo todos os nossos biomas, sobretudo a Floresta Amazônica”, disse o presidente eleito.

Lula ressaltou que em seu governo foi possível reduzir em 80% o desmatamento no bioma, que tinha atingido taxas altíssimas no passado, e que é preciso, uma vez mais, lutar pela redução das emissões de gases de efeito estufa.

“Vamos lutar pelo desmatamento zero da Amazônia. O Brasil e o planeta precisam de uma Amazônia viva. Uma árvore em pé vale mais do que toneladas de madeira extraídas ilegalmente por aqueles que pensam apenas no lucro fácil, à custa da deterioração da vida na Terra.”

“Por isso, vamos retomar o monitoramento e a vigilância da Amazônia, e combater toda e qualquer atividade ilegal – seja garimpo, mineração, extração de madeira ou ocupação agropecuária indevida”, afirmou Lula.

O presidente eleito reafirmou ainda seu compromisso com a promoção da proteção dos povos indígenas e do desenvolvimento sustentável das comunidades tradicionais e ribeirinhas. Destacou que o Brasil está aberto à cooperação científica internacional e aos investimentos de outros países para a conservação, mas sempre, sob a liderança do país.