11 de julho de 2026
PACOTE

Maior contrato de obras do CAF em Taubaté já está R$ 11,1 milhões mais caro

Por Da Redação | Taubaté
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Divulgação/PMT
Obra da nova via, que funcionará como binário com a Estrada do Barreiro

O maior dos contratos firmados com recursos do CAF (Banco de Desenvolvimento da América) em Taubaté ficou R$ 1,231 milhão mais caro. Segundo a Prefeitura, trata-se de reajuste da inflação, autorizado no fim de setembro.

Assinado em julho de 2019 com a empresa Compec Galasso, esse contrato tinha custo inicial de R$ 41,8 milhões, mas após diversos reajustes e aditamentos já chegou R$ 52,993 milhões – um acréscimo de R$ 11,1 milhões, ou de 26,5%.

Esse contrato previa um total de cinco obras, dos quais três foram concluídas: melhorias na Avenida Miguel Garcia Velho e na Avenida Dom Pedro I, e a implantação de um parque linear.

Outras duas obras estão na fase final: a requalificação da Avenida Álvaro Marcondes de Mattos e a construção de uma nova via no bairro do Barreiro, que funcionará como um binário com a Estrada do Barreiro – a estrada, que hoje tem uma faixa em cada sentido, passará a operar em sentido único; já a nova via operará no sentido contrário.

BINÁRIO.
A obra da nova via chegou a ficar paralisada por dois anos. Os trabalhos foram suspensos em 2020, quando estavam com percentual de 92% de execução, devido à necessidade de desapropriar imóveis. A retomada ocorreu no início de julho desse ano. De acordo com a Prefeitura, os trabalhos serão concluídos até dezembro.

No binário, a Estrada do Barreiro irá operar no sentido bairro. Já a nova via terá sentido para a região central. A nova via, com 2,2 quilômetros de extensão (ela irá ligar a Rua Cosme Nery à Avenida Dom Pedro I), começou a ser construída em outubro de 2019 e deveria ter ficado pronta em agosto de 2020.

Essa, que é uma das principais obras do pacote do CAF, foi anunciada inicialmente pelo governo Ortiz Junior (PSDB) como uma duplicação da Estrada do Barreiro. No entanto, para reduzir a necessidade de desapropriações, optou-se pelo alargamento da estrada já existente e pela construção da nova via, para operar em binário – cada obra em um contrato diferente. O alargamento seria feito em 7,9 quilômetros, mas apenas os três primeiros quilômetros foram contemplados antes de o contrato ser rescindido.