A Câmara de Taubaté aprovou essa semana quatro requerimentos que cobram informações da Prefeitura sobre o projeto para a construção de um anel viário no município.
Dos quatro textos, que foram aprovados por unanimidade, três foram apresentados pelo vereador Dentinho (União) e um pela vereadora Vivi da Rádio (Republicanos).
Entre os questionamentos feitos nos requerimentos estão o custo estimado para a construção do anel viário, o cronograma de obras, estimativa de gasto com desapropriações e fontes de financiamento.
Após o recebimento dos requerimentos, a Prefeitura terá 15 dias úteis para prestar os esclarecimentos ao Legislativo.
PROJETO.
Na última segunda-feira (24), em audiência na Câmara, a Prefeitura apresentou o projeto funcional para a construção do anel viário no município, mas não divulgou detalhes como custo das obras ou previsão de quanto tempo será necessário para executá-las.
Segundo a apresentação, o anel viário será viabilizado com a construção de 51,2 quilômetros de novas vias. O traçado também deve aproveitar vias já existentes na cidade.
Mesmo sem estimar um custo para as obras, o secretário de Mobilidade Urbana, Tiago Dias, afirmou que a Prefeitura não teria recursos para executar todo o anel viário de uma só vez - por isso, de acordo com ele, o projeto vai ser "fragmentado", com a construção de trechos separadamente.
Do traçado total, a estimativa é de que um trecho de 11 quilômetros, entre o bairro Marlene Miranda e a Estrada Municipal Professor Doutor José Luiz Cembranelli, seja construído até o fim de 2024, quando termina o mandato do prefeito José Saud (MDB) - a expectativa é de que essa obra seja iniciada em 2023. O restante do anel viário ficaria para as próximas administrações.
TRAÇADO.
Elaborado pela FDTE (Fundação para o Desenvolvimento Tecnológico da Engenharia), o estudo foi apresentado durante audiência pública na Câmara.
A princípio, o traçado do anel viário teria início no Distrito do Piracangaguá e seguiria de forma paralela à Rodovia Carvalho Pinto, até chegar à Rodovia Oswaldo Cruz. Desse ponto, seguiria até a região do Itaim e depois para o Distrito do Una. Do Una, iria pela Avenida Arcênio Riemma até Tremembé - um trecho do anel viário seria dentro do município vizinho. O traçado voltaria a Taubaté pelo bairro Areão, depois seguiria para a Avenida Voluntário Benedito Sérgio e para a Estrada do Pinhão, passando por Quiririm, até voltar ao Piracangaguá.
O projeto do anel viário aproveita três viadutos que serão construídos pela CCR RioSP em meio ao novo contrato de concessão da Via Dutra. Além disso, a Prefeitura deverá construir dois novos viadutos sobre a linha férrea e duplicar outros dois viadutos existentes - o da CTI e o da Gurilândia.
Todas as novas vias terão, em cada sentido, duas faixas para veículos em geral e uma faixa para o transporte público, além de ciclovia. A expectativa é de que o traçado seja aprovado até o fim desse ano. Depois disso, passarão a ser elaborados os projetos básicos para cada trecho de obra.
Principalmente na área de expansão ao sul do município, a Prefeitura pretende que parte das obras seja custeada por novos empreendimentos que forem se instalar nesses locais, a título de contrapartida.