A Prefeitura de São José dos Campos rescindiu o contrato com a empresa Emparsanco Engenharia, de São Bernardo do Campo (SP), que deveria realizar um pacote de obras na Avenida Florestan Fernandes, que integra o Anel Viário.
O pacote incluiria alargamento da via (implantação de mais uma faixa de rolamento no sentido Centro), serviço de recapeamento, além da implantação de ciclovia (para conectar o Centro da Juventude à passarela do Anel Viário) e de novo acesso à Avenida José Longo. Mas praticamente nada foi feito.
A obra teve início em junho desse ano e deveria ser concluída em agosto de 2023, após 14 meses. Mas o percentual de execução atingiu apenas 0,7% até a rescisão do contrato, no último dia 18. Nesse período, a empresa teria realizado apenas terraplenagem em uma área e demolição de um paredão de concreto na alça de saída da Avenida Jorge Zarur para a Avenida Florestan Fernandes.
O contrato tinha valor de R$ 11,441 milhões. A empresa chegou a receber R$ 55 mil pelo pouco que executou. Segundo a Secretaria de Mobilidade Urbana, a empresa será penalizada, mas o valor não foi informado. Uma nova licitação será aberta pela pasta para a conclusão do trabalho.
Questionada pela reportagem, a Emparsanco alegou que motivos como as “chuvas excessivas e desproporcionais para o período”, a “falta de materiais e insumos” provocada pela pandemia e “intercorrências internas enfrentadas pela empresa nos últimos três meses” atrapalharam a execução da obra.
Sobre a penalidade aplicada pela Prefeitura, a Emparsanco informou ter apresentado recurso contra a punição, pontuando que “realizou as atividades que estavam ao seu alcance” e que “em nenhum momento houve paralisação da obra, comprovando sua boa-fé na execução contratual”.