09 de julho de 2026
COMPORTAMENTO

Ansiedade atinge 8 a cada 10 jovens durante a pandemia da Covid-19

Por Marcos Eduardo Carvalho | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 1 min
Divulgação
Ansiedade atinge os mais jovens

A ansiedade atingiu em cheio aos jovens brasileiros durante a pandemia da Covid-19. Ao menos é o que mostra uma pesquisa feita pelo Datafolha em julho deste ano. Na prática, oito a cada dez jovens entre 15 e 29 anos relataram algum tipo de problema.

De acordo com os dados, sensações como pensamentos negativos (66%), dificuldade de concentração (58%) e crise de ansiedade (53%) foram os itens mais citados. Mais da metade (51%) considera sua saúde mental como regular, ruim ou péssima.

Para a psicóloga Evelyn Datas, de São José dos Campos, essa reação dos jovens após o pico da pandemia já era esperado. “Dentre as consequências da pandemia era previsto pelos órgãos internacionais a ‘quarta onda’ relacionada ao aumento dos transtornos mentais e do trauma psicológico decorrentes direta ou indiretamente da infecção”, disse a OVALE.

 Segundo a especialista, a saúde mental, pela OMS (Organização Mundial de Saúde), depende de fatores biológicos, psicológicos, sociais e, inclusive, espirituais. “É impossível falar sobre saúde mental sem considerar os sérios problemas sociais enfrentados por grande parte desses jovens ao lidarem, durante e após a pandemia, com: a fome, o desemprego, a morte dos genitores que eram os provedores do lar ou com a falta de acesso à internet para dar continuidade aos estudos”, afirmou.

“Desta forma, além do fortalecimento de políticas públicas de atenção à saúde mental oferecidas pelo Sistema Único de Saúde é preciso que sejam promovidos espaços de escuta do sofrimento psíquico desses jovens para que possam elaborar os traumas sofridos”, ressalta Evelyn.