11 de julho de 2026
NASCIMENTOS

Taxa de natalidade cai 36% na RMVale em 21 anos, aponta Seade

Por Xandu Alves | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 3 min
Divulgação / Claudio Vieira / PMSJC
Maternidade do Hospital Municipal de São José dos Campos

A taxa de natalidade – número de nascidos vivos por cada mil habitantes – caiu 36% no Vale do Paraíba em 21 anos, de acordo com levantamento da Fundação Seade.

Os números mostram que a região está ficando mais velha em razão do aumento da longevidade e da redução gradativa do número de nascimentos.

O Vale reduziu a taxa de natalidade de 18,79 no ano 2000 para 11,88 em 2021, ano impactado pela pandemia do coronavírus. A queda foi de 36% nesse intervalo.

O percentual de diminuição da quantidade de nascimentos na população da região foi semelhante ao registrado em todo o estado de São Paulo, cuja taxa de natalidade foi de 18,92 em 2000 para 11,64 no ano passado, uma redução de 38%.

Não à toa, 24 cidades da região, entre elas Taubaté, Jacareí e Guaratinguetá, estão no grupo dos municípios com taxa de natalidade menor do que a média estadual, de 11,64 nascidos por mil habitantes em 2021.

Potim lidera este grupo, com taxa de 11,63. Taubaté tem 11,5, Jacareí 11,2 e Guaratinguetá 11,48. No final da tabela, Arapeí tem 8,51 nascidos para cada grupo de mil habitantes, depois Bananal (6,83) e Monteiro Lobato (5,34), as três mais baixas da região.

O Vale tem 15 cidades com a taxa de natalidade acima da média estadual, entre elas o município de São José dos Campos, com 11,85 nascidos para cada grupo de mil habitantes.

Além de São José, as campeãs de natalidade na região são Canas (16,02), Areias (15,54), Igaratá (15,39), Ubatuba (14,42) e Caraguatatuba (13,6).

Leia mais: Idade média da população vai subir de 35 para 44 anos em 2050

ENVELHECIMENTO

Considerando o índice de envelhecimento da população, 22 cidades do Vale ultrapassaram a média estadual, de 75,25%. O indicar mede a proporção de pessoas de 60 anos e mais por cada grupo de 100 moradores de 0 a 14 anos.

As cidades com os maiores índices de envelhecimento na região são Lagoinha (118%), Natividade da Serra (110,74%) e São Bento do Sapucaí (106,59%).

As três estão entre as 150 do estado com a população idosa percentualmente maior, grupo que é liderado por Santana da Ponte Pensa (238,59%).

Ilhabela é a cidade da região com a população mais jovem. O índice de envelhecimento no município é de 48,42%, o mais baixo do Vale. Canas (49,52%), São Sebastião (49,95%) e Potim (51,43%) vêm logo depois da cidade do Litoral Norte.

Nesse quesito, as maiores cidades do Vale se dividem acima e abaixo da média estadual. As mais “envelhecidas” são Guaratinguetá (87,94%), Taubaté (76,32%) e Caçapava (75,3%). Abaixo da média do estado estão Pindamonhangaba (69,42%), São José dos Campos (68,41%) e Caraguatatuba (66,55%).

SAÚDE

Para o ginecologista e obstetra Sérgio Ramos, o aumento da parcela de pessoas idosas mostra que os moradores da região estão vivendo mais, consequentemente com acesso a melhores condições de vida. “Isso reflete no índice de saúde pública”.

Por outro lado, o médico lembra que os gastos com saúde pública irão se elevar, em razão da população mais velha. A inversão da pirâmide etária, com mais idosos do que jovens, também afeta o sistema de Previdência Social.

“É um fenômeno que existe nos países europeus. A preocupação é econômica com todo o sistema de Previdência, que depende de quem trabalha. A base da pirâmide não pode inverter”, afirmou.