Transformada em ‘luta do bem contra o mal’ pelo presidente e candidato à reeleição Jair Bolsonaro, as eleições deveriam servir para o debate de ideias, e não teste de religiosidade.
O Estado é laico e a fé deve ser privada, segundo Edin Sued Abumanssur, doutor em Ciências Sociais e coordenador do Programa de Estudos Pós Graduados em Ciência da Religião da PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo). Para ele, as bravatas de Bolsonaro na seara religiosa são “jogo eleitoral”.
“Acho problemático. O governante ter uma religião, professar uma fé, não tem problema. O problema é quando a fé privada do governante passa para os atos públicos. Nada contra Bolsonaro ter a religião dele. A Michelle [Bolsonaro] também. O problema é que Bolsonaro não consegue diferenciar.”