11 de julho de 2026
Violência

Dono de arma usada para matar Ana Lívia pode responder por 'infração de menor potencial'

Por Thais Perez | Taubaté
| Tempo de leitura: 2 min
Polícia Civil
Arma utilizada no crime foi apreendida

O dono da arma que foi utilizada para matar Ana Lívia, de 13 anos, pode responder por "infração de menor potencial ofensivo" e receber um TCO (Termo Circunstanciado de Ocorrência), segundo os advogados da família da menina. O caso aconteceu em setembro deste ano, quando Ana Lívia recebeu um tiro dado pela sua amiga de 12 anos e morreu em sua casa no Jardim Paulista, em Taubaté.

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Os advogados que representam a família de Ana Lívia afirmam que receberam a informação da polícia de que o homem pode responder o termo circunstanciado. A menina confessou o crime, afirmando que teria pegado a arma na casa de um tio, que é agente penitenciário. O parente não foi ouvido pela polícia e o inquérito feito pela Polícia Civil já foi encerrado.

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O TCO  é documento que registra uma contravenção penal de menor potencial ofensivo. A penalidade desse tipo de termo é de até dois anos de prisão, multa ou pagamento da pena em serviço comunitário. A SSP (Secretaria de Segurança Pública) foi consultada sobre o caso, mas não passou informações, já que a investigação e o resultado correm em sigílo.

O CRIME.

O caso aconteceu no bairro Jardim Paulista. A menina de 12 anos confessou para a polícia que atirou contra a nuca de Ana Lívia antes de ir para escola -- ela disse que a arma, uma pistola calibre 380, pertencia a um tio, agente de segurança pública.

No dia do crime, Lívia ligou para avisar à mãe que sua amiga iria mais cedo para sua casa. Esse procedimento era rotineiro, já que Lili, a menina de 12 anos e outra amiga iam juntas para a escola de carona com a mãe dessa colega de escola.

Algumas horas depois, a mãe que levaria as garotas ao colégio ligou para Jéssica, avisando que Lívia não havia aparecido e que a menina de 12 anos, que matou Ana Lívia, havia mandado uma mensagem dizendo que havia voltado para casa para buscar um tênis.

Jéssica voltou para casa por volta das 13h. Lá encontrou a filha no quarto, deitada de bruços, em cima de uma mesa de cabeceira. “Ela recebeu um tiro na nuca e caiu em cima do móvel”, explica a mãe.

A menina que fez o disparo foi à escola normalmente depois do crime e foi apreendida horas depois, quando confessou o caso e foi levada à Fundação Casa de São José dos Campos. De acordo com a mãe da vítima, Lili e a menina eram amigas e haviam tido uma discussão por ciúmes de outra colega.