Um grupo de apoiadores de Jair Bolsonaro (PL) protestou na sacristia da antiga basílica de Nossa Senhora Aparecida nesta terça-feira (12), após o presidente não participar de um evento no local e gerar revolta deles, que criticaram a Igreja. Funcionários do Santuário ameaçaram chamar a polícia para retirar o grupo.
Um vídeo obtido com exclusividade por OVALE mostra as mulheres conversando com membros da Igreja na sacristia. Elas queriam resposta sobre a ausência de Bolsonaro no terço, que estava programado para às 16h em frente ao local e chegaram a questionar o porquê do sino continuar tilintando, o que estaria 'atrapalhando a programação'.
As mulheres questionaram os membros da igreja sobre os sinos que tocaram após a celebração da missa, por cerca de 20 minutos após a cerimônia — que terminou às 16h. A missa, que teve início às 14h30, estava programa para acabar por volta das 15h30.
Elas cobraram explicações sobre a duração do toque dos sinos, que teriam atrapalhado a chegada do presidente Bolsonaro para a realização do evento paralelo organizado pelo Centro Dom Bosco, um grupo católico não ligado à CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil).
Ao invés de cumprir a agenda inicial, ele visitou a Tenda do Peregrino, dentro do complexo do Santuário, onde romeiros recebem atendimento.
"Mas está tocando há muito tempo", disse ela, ao que o padre Camilo Júnior respondeu: "Mas você viu o tumulto que está lá fora?”. Após isso, o padre disse que a programação estava marcada desde o início da semana e é a mesma do ano passado.
"Talvez Nossa Senhora não queira que pare", disse o padre.
Membros da basílica confirmaram que o toque dos sinos faz parte da programação. Durante a celebração, o padre Camilo parabenizou quem estava na missa para celebrar Nossa Senhora. "Porque hoje não é dia de pedir voto, hoje é dia de pedir benção", completou.
OVALE entrou em contato com a assessoria do Santuário Nacional para comentar o caso, mas não obteve retorno até o momento.