11 de julho de 2026
Política

Bolsonaro não comunga durante celebração na Basílica de Aparecida nesta quarta (12)

Por Gabriel Campoy | Aparecida
| Tempo de leitura: 2 min
Caíque Toledo / OVALE
Bolsonaro e prefeito de Aparecida

O presidente Jair Bolsonaro (PL) optou por não comungar durante a celebração no Santuário de Aparecida na tarde desta quarta-feira (12). Anteriormente, diferentemente dos que o cercavam, o mandatário, candidato à reeleição, optou por não se ajoelhar no momento da consagração da hóstia.

Além disso, durante a missa, o chefe do Executivo não fez em nenhum momento o sinal da cruz, gesto feito religiosamente por fiéis católicos. O presidente ficou lendo e acompanhando a celebração através de um folheto de oração.

O chefe do Executivo esteve acompanhado na missa pelo ex-ministro Marcos Pontes (PL), senador eleitor por São Paulo, e pelo ex-ministro Tarcísio de Freitas (Republicanos), candidato ao governo de São Paulo.

Na saída, assim como foi no momento de sua chegada, o presidente recebeu um misto de vaias e aplausos do público que estava na Basílica.

CRÍTICA AO ÓDIO

Após a homilia do arcebispo de Aparecida, dom Orlando Brandes, na missa solene da festa de Nossa Senhora Aparecida, às 9h desta quarta-feira (12), foi a vez do reitor do Santuário Nacional, padre Eduardo Catalfo, criticar o ódio que se espalha pelo país.

Com a participação de Bolsonaro na missa das 14h, Catalfo fez uma homilia inspirada no Evangelho de São João, mas tocou no mesmo assunto que dom Orlando Brandes havia falado mais cedo, ao criticar o ódio.

“Amamos a Virgem Aparecida porque é negra, que tem a cor do nosso povo, sofrido, que enfrenta dificuldades, mas que tem esperança e coragem. Para que possamos vencer os dragões do ódio, da tristeza e do rancor, que nos afastam de Deus e do Evangelho”, disse o sacerdote.

Catalfo ainda saudou as “mulheres fortes e corajosas” e disse que o “amor de Maria está presente em todas vocês, mulheres e mães, que lutam pelo pão de cada dia, pela dignidade, pela saúde e educação”.

O reitor do Santuário citou a transformação da água em vinho feita por Jesus e da passagem em que Cristo expulsa os vendilhões do templo.