Vox Populi.
OVALE lançou a Superedição Campinas e ouviu e deu a voz à sociedade campineira, em dois cadernos especiais que somam 28 páginas, além dos desdobramentos digitais.
O jornal captou a ‘voz do povo’, em uma das maiores e mais importantes cidades do país, para mapear as demandas, os sentimentos e as percepções do cidadão em Campinas.
A população fez um diagnóstico importante: elencando quais as áreas prioritárias de atuação do poder público na cidade, como saúde, educação, transporte e segurança.
Mostrou também como avalia a administração municipal e a atuação dos vereadores da Câmara de Campinas, além da incondicional defesa da democracia para a maioria dos campineiros – mais de 78% dos entrevistados defendem a democracia.
Pesquisas são fundamentais para mensurar a realidade, o que torna as pesquisas de avaliação um cenário mais tranquilo.
Já os levantamentos sobre intenção de voto são sujeitos a mudanças repentinas no humor do eleitorado, o que deixa o quadro mais crítico e desafiador de ser captado pelos institutos.
O resultado do primeiro turno da eleição presidencial e principalmente para o governo de São Paulo mostrou que, quando o assunto é intenção de votos, a rapidez da comunicação e a capacidade de engajamento acelerado pelas redes sociais podem provocar ondas de mudanças de votos às vésperas da eleição, que são difíceis de captar pelos institutos de pesquisas.
“Pesquisas são diagnóstico, não prognóstico”, disse Felipe Nunes, diretor da Quaest Pesquisa e especialista em estratégia e comunicação política.
A declaração aponta de como as pesquisas eleitorais devem ser vistas pelo eleitor. Elas não mostram o que vai acontecer, mas sim o retrato do momento. E o momento é cada vez mais volátil.
Como o eleitor é cada vez mais bombardeado com informações em tempo real, a mudança do voto tem sido uma variável mais imprevisível nestas eleições. Foi o que ocorreu nas pesquisas eleitorais divulgadas na véspera da votação no último domingo.
“Em São Paulo, por exemplo, houve uma migração de votos do candidato Rodrigo Garcia, o que é um fator que pode explicar a mudança. Na escolha dessa migração, a maioria optou por Tarcísio [de Freitas] e [Jair] Bolsonaro. A política não é exata. Os institutos fazem a distribuição correta, usam os instrumentos corretos, mas o sentimento do eleitor muda, não é ciência exata”, afirmou Julio Cesar Sanches, diretor comercial da Ágili Pesquisas e Marketing.
Responsável pela empresa que fez a pesquisa publicada nesta Superedição Campinas, Sanches explicou que um fato relevante ou uma fake news podem mudar o voto do eleitor rapidamente.
“A informação é muito rápida e a divulgação pelas redes sociais é muito grande. Há um poder de mobilização dos eleitores e um engajamento das redes sociais, que são muito relevantes.”
O diretor da Ágili disse que hoje o eleitor está mais propenso a mudar o voto em pouco tempo, o que apresenta uma dificuldade extra aos institutos de pesquisas para mensurar as intenções de voto na mesma dinâmica.
“As informações chegam rápido ao eleitor e pode haver mudanças, principalmente para deputado e senador. Pode mudar. As empresas de pesquisas têm que repensar alguma coisa, métodos e haver alguma técnica que consiga captar essa tendência de mudança de forma rápida e dinâmica, para confirmar essa mudança. Já estamos vendo tecnologias para entender essa velocidade da informação”, contou Sanches.