No duelo entre Ricardo Salles (PL), o ex-ministro do Meio Ambiente de Jair Bolsonaro, e Ricardo Galvão, o ex-diretor do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) demitido por Bolsonaro, quem levou a melhor foi Salles.
O ex-ministro ficou conhecido por ter dito, durante reunião ministerial em abril de 2020, em plena pandemia do coronavírus, que o governo deveria aproveitar o foco na Covid-19 para ir “passando a boiada” e mudando o regramento ambiental.
Em agosto de 2019, o então diretor do Inpe, Ricardo Galvão, foi exonerado do cargo após bater boca publicamente com Bolsonaro, que havia questionado a veracidade dos dados de desmatamento da Amazônia divulgados pelo Inpe. Galvão defendeu os dados e a instituição e acabou demitido por Bolsonaro.
Nas eleições, o ex-diretor do Inpe foi o segundo mais votado em seu partido (Rede), mas insuficiente para ser eleito deputado federal. Ele obteve 40.365 votos e ficou atrás da ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva, eleita com 237.526 votos.
Ricardo Salles foi o quarto deputado federal por São Paulo mais votado da eleição, com 640.918 votos. Ele ficou atrás de Guilherme Boulos (PSOL), Carla Zambelli (PL) e Eduardo Bolsonaro (PL).