11 de julho de 2026
Mobilidade

Entrega da Linha Verde atrasa pela sétima vez, e Prefeitura não divulga novo prazo

Por Julio Codazzi | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 2 min
Adenir Britto/PMSJC
Linha Verde, em São José dos Campos

A obra da etapa inicial do projeto da Linha Verde sofreu o sétimo adiamento. A última data prevista para a entrega era essa sexta-feira (30), mas isso não ocorreu.

Pelo cronograma inicial, a obra deveria ter sido concluída no fim de outubro do ano passado. Após sete prorrogações, o atraso já chegou a 11 meses.

Questionada pela reportagem, a Secretaria de Mobilidade Urbana não explicou o motivo do novo atraso e não informou qual é a nova previsão de conclusão da obra.

LINHA VERDE.
A primeira fase da Linha Verde tem início na Estrada do Imperador (região sul) e segue até o Terminal Intermunicipal (região central), em um trajeto de 17 quilômetros. Desde o dia 31 de julho, um trecho de 11,5 quilômetros, entre os bairros Campo dos Alemães e Jardim Satélite, está em operação experimental.

A obra da primeira fase do projeto da Linha Verde, que custaria inicialmente R$ 55,832 milhões, já chegou a R$ 76,795 milhões. Desse valor, R$ 30 milhões serão aportados pelo governo estadual e o restante pelo município.

Na segunda fase das obras, que ainda não foi licitada, será criado o Anel Viário Leste, uma nova via que permitirá a interligação de toda a cidade ao Parque Tecnológico, sem a necessidade de uso da Via Dutra.

Somados todos os contratos, o custo da primeira fase da Linha Verde já chegou a R$ 192 milhões. Além da obra, R$ 60,9 milhões devem ser gastos com a desapropriação de áreas, que somam cerca de 400 mil metros quadrados. Os 12 VLPs (Veículos Leves sobre Pneus) custaram R$ 34,732 milhões, e serão pagos mais R$ 4,36 milhões pelos equipamentos que serão usados para recarregar as baterias dos veículos. Além disso, serão R$ 5,459 milhões pela supervisão da obra e também pela supervisão ambiental do projeto Linha Verde. O cálculo também inclui os R$ 7,8 milhões que serão pagos pelos abrigos de passageiros que servirão como ponto de embarque e desembarque para os VLPs e os R$ 2 milhões para a rede semafórica inteligente nos cruzamentos com as vias.