10 de julho de 2026
ELEIÇÕES 2022

Batalha pelo Palácio dos Bandeirantes será decidida voto a voto

Por Xandu Alves | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 3 min
Reprodução
Três candidatos disputam as duas vagas para o segundo turno em São Paulo

O comando do estado de São Paulo é disputado voto a voto no território paulista, como apontam as mais recentes pesquisas eleitorais.

Três forças estão na disputa: Fernando Haddad (PT), Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Rodrigo Garcia (PSDB), este governador desde 1º de abril deste ano que tenta a reeleição.

Na última terça-feira (27), pesquisa do Ipec (ex-Ibope) mantinha Haddad liderando a disputa, com 34% das intenções de voto, seguido por Tarcísio (24%) e Garcia (19%).

Há pesquisas que mostram Tarcísio e Garcia empatados na segunda colocação, disputando cada voto para ver quem irá ao segundo turno contra Haddad, de acordo com os cenários apontados pelas principais pesquisas.

Pode-se dizer que nunca a moradia no Palácio dos Bandeirantes esteve tão em disputa. A ida ao segundo turno entre Tarcísio e Garcia pode ser definida com centenas de votos apenas.

Haddad e Tarcísio contam com importantes padrinhos políticos, respectivamente o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que lidera a corrida presidencial segundo os principais institutos de pesquisa, e o presidente Jair Bolsonaro (PL), que segue em segundo.

Já Garcia, embora não conte com seu padrinho político João Doria (PSDB), que deixou a política e tornou-se uma pedra no sapato do tucano, é detentor da máquina pública e vem fazendo um esforço para anunciar obras e investimentos por todo estado de São Paulo. Somente na RMVale, Garcia já esteve ao menos sete vezes em 2022, seja como governador ou em campanha eleitoral.

O PSDB luta para não perder o estado depois de quase 30 anos comandando São Paulo, o que representaria um duro golpe na história do partido, que está enfraquecido.

Pela primeira vez desde a redemocratização, o PSDB não tem um candidato a presidente do país. O escolhido nas prévias do partido foi Doria, que não conseguiu reunir apoio de toda a legenda no país e acabou desistindo da disputa.

Os tucanos optaram por apoiar a candidatura da senadora Simone Tebet (MDB) e indicaram a candidata a vice-presidente, a senadora Mara Gabrilli (PSDB).

“Garcia precisa vencer a polarização nacional que tomou conta do estado de São Paulo. A eleição paulista está nacionalizada”, avaliou a cientista social e política Dora Soares.

“Haddad e Tarcísio têm padrinhos políticos muito fortes, puxadores de voto, enquanto Garcia tem seu ‘padrasto’ político em Doria, que o leva para baixo.”

VOTO NA REGIÃO

No embate entre as três forças, a RMVale tem sido uma região estratégica. Os três adversários visitaram a região ao menos 16 vezes desde abril deste ano. Rodrigo Garcia ultrapassou o ex-ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, e lidera com ao menos sete visitas contra seis do concorrente.

Haddad começou a visitar a região no final do ano passado. Em novembro, ele visitou São José dos Campos e passou pelo bairro do Pinheirinho dos Palmares. Também teve passagens por Areias, Lorena, Guaratinguetá e Pindamonhangaba.

Na última semana, o petista cumpriu agenda em São José ao lado do candidato a vice-presidente na chapa com Lula, o ex-governador Geraldo Alckmin (PSB), que é de Pindamonhangaba.

Garcia fez várias visitas ao Vale como governador e candidato, passando por série de cidades ao longo dos últimos cinco meses, como São José, Taubaté, Jacareí, Lorena, Guaratinguetá e Pindamonhangaba. Também esteve no Litoral Norte e no Vale Histórico, visitando Cruzeiro, São José do Barreiro e São Luiz do Piratininga.

Tarcísio andou por São José em evento ao lado de Bolsonaro e do seu candidato a vice-governador, o ex-prefeito da cidade, Felicio Ramuth (PSD).

Ele ainda participou de missa no Santuário Nacional e visitou o Hospital Frei Galvão e a unidade feminina da Fazenda da Esperança, ambos em Guaratinguetá. Esteve ainda em Campos do Jordão.