Após o candidato Tarcísio de Freitas (Republicanos) pedir para que o TRE-SP (Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo) analise suposto uso da máquina pública pelo governador Rodrigo Garcia (PSDB), a campanha do tucano alegou que a ação do indicado pelo presidente Jair Bolsaro (PL) para a disputa pelo Palácio dos Bandeirantes pode levar à suspensão de repasses para entidades assistenciais - como Apaes e Santas Casas - até o fim das eleições.
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De acordo com Rodrigo, os repasses são essenciais para o funcionamento dessas entidades assistenciais - seriam R$ 63 milhões, destinados para viabilizar tratamento de pacientes. "No caso das Santas Casas, essas unidades de saúde são deficitárias por causa da defasagem da tabela SUS. O mesmo vale para as Apaes, que não contam com recursos suficientes para manter seu funcionamento sem o apoio do governo estadual", afirmou a equipe de campanha do tucano.
Rodrigo alegou ainda que os repasses são realizados de acordo com a legislação e que nunca deixaram de ser feitos em outros períodos eleitorais, sempre com aprovação pelo TCE (Tribunal de Contas do Estado) e sem nenhum tipo de contestação de outros órgãos de controle.
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Em setembro, foram liberados R$ 603,9 milhões em 10 mil convênios pelo estado de São Paulo, que incluem Apaes e Santas Casas e também repasses para transporte escolar, merenda, reforma de equipamentos públicos, pavimentação, projetos esportivos, dentre outras iniciativas.
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A equipe de Tarcísio de Freitas foi acionada para comentar o posicionamento do governo de Rodrigo Garcia, mas não se manifestou até o fechamento desta reportagem.
Na ação protocolada no TRE, a coligação do candidato do Republicanos pede que seja analisado suposto uso indevido, desvio ou abuso do poder econômico e do poder de autoridade em benefício do postulante tucano - o que poderia levar à cassação da candidatura do governador à reeleição.