10 de julho de 2026
Cidades

Justiça cobra conclusão de processo sobre denúncias de abusos em escola em São José

Por Thais Perez |
| Tempo de leitura: 2 min
Mães e familiares cobram respostas

A Justiça cobrou uma conclusão do processo administrativo da Prefeitura de São José dos Campos que investiga as denúncias de abuso sexual na escola José Madureira Lebrão. Os abusos teriam sido cometidos por um monitor da escola no ano de 2019, mas a confissão do indivíduo à direção aconteceu no ano passado.

A mesma escola foi alvo de mais uma denúncia em 2022. Uma menina de 5 anos queixou-se de ter sido molestada por outro monitor.

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O ofício, classificado como urgente, foi enviado à gestão no dia 1º de setembro. Nele, a juíza Marise Terra Pinto, da 5ª Vara Criminal de São José dos Campos, cobra informações sobre a conclusão do inquérito, que foi iniciado em 2021. Na época, quatro mães foram informadas dos supostos abusos e o homem que confessou-os foi afastado do seu posto de trabalho, mas continua solto.

O Ministério Público também já havia solicitado a conclusão há dois meses. A prefeitura respondeu ao MP que o processo encontrava-se em fase de instrução, ou seja, em etapa de reunião de provas e análise de dados coletados. No texto, a gestão se compromete a enviar as informações ao MP quando o processo fosse concluído.

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Em nota, a prefeitura afirmou que imediatamente após tomar conhecimento do fato, foi instaurado processo de averiguação no âmbito da Secretaria de Educação e Cidadania e, posteriormente, processo disciplinar.

"A conclusão será encaminhada às autoridades competentes.
A Prefeitura esclarece também que presta todo o apoio psicológico e social às famílias que buscam o atendimento", disse.

HISTÓRICO.

Em 2021, quatro mães de crianças que estudavam na escola José Madureira Lebrão foram chamadas pela direção e informadas que seus filhos, com idades entre 2 e 5 anos, haviam sido alvos de abuso sexual por parte de um monitor que trabalhava no local.

O responsável pela confissão afirmou que cometeu os abusos em 2019 e que, após sentir culpa, decidiu contar a direção sobre os casos. Ele foi afastado e desde então, a Polícia Civil investiga do caso. Contudo, ele ainda não foi preso.

Já em agosto de 2022, outra criança de 5 anos acusou um outro monitor do mesmo crime. O caso também está sendo investigado e até o momento, ninguém foi preso.

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"Queremos justiça e entender o que aconteceu com nossos filhos", disse uma das mães que acusam a prefeitura de acobertamento dos casos.