11 de julho de 2026
Eleições

‘São Paulo em Debate’: Rodrigo Garcia detalha planos para São Paulo

Por Da redação |
| Tempo de leitura: 4 min
‘São Paulo em Debate’: Rodrigo Garcia detalha planos para São Paulo

Candidato à reeleição do governo de São Paulo, Rodrigo Garcia participou da sabatina ‘São Paulo em Debate’, em São José dos Campos, nesta última quinta-feira. Na conversa, ele prometeu reindustrializar o estado de São Paulo e também disse que aposta em parcerias público-privadas para o sistema prisional do estado.

“Vamos aproveitar os benefícios fiscais para setores que são de referência”, disse Garcia durante a sabatina promovida por OVALE, em parceria com a ACI (Associação Comercial e Industrial) de São José dos Campos e Grupo Band Vale. A seguir, veja os principais trechos da entrevista.

A RMVale passa por processo de desindustrialização. Caso seja eleito, qual a sua política de apoio à indústria?
Importante registrar que o Brasil está se desindustrializando e São Paulo também, mas São Paulo foi menos, por causa das vantagens competitivas que nós temos aqui no estado. E, portanto, para olhar para o futuro, precisamos escolher o que nós queremos. Não adianta viver numa legislação esquizofrênica de guerra fiscal, querendo tudo aqui. Temos que escolher os setores fundamentais para o estado. E a automobilística é importante. Mas aqui não é energia elétrica, é energia híbrida com etanol e vamos incentivar isso. Mas temos boas notícias, como a Alston, de Taubaté, que está crescendo com encomendas do governo do estado. Vamos aproveitar os benefícios fiscais para setores que são de referência. Como o Parque Tecnológico. E esse sistema de inovação precisa estar cada vez mais ativo.

O senhor tem projetos para a polícia prisional para os próximos anos?
A SAP (Sistema de Administração Penitenciária) é uma das maiores do estado, perto de 40 mil funcionários. Temos 200 mil presos nas quase 180 penitenciárias e temos quase quatro para ser abertas. Precisamos de um sistema eficiente para ressocializar. É bom para eles, que reduzem a pena, e para a sociedade. Estamos buscando parcerias público-privadas para administrar as penitenciárias. Mas não dá para fechar penitenciárias enquanto temos detentos. Temos um sistema organizado. Em São Paulo, uma passarela foi montada por presos da penitenciária de Tremembé, com muita qualidade. Isso é fundamental para dar uma chance maior de ressocialização. Acabei de contratar 3.000 funcionários na SAP e o nosso compromisso é que, até novembro, nenhum policial militar escolte mais presos. E acabei de criar a polícia penal.
Muitos governos falaram de projetos viários interligando São José dos Campos a São Paulo, mas nunca saiu do papel. Qual sua avaliação sobre esse tipo de investimento em um novo governo?
A oferta está muito relacionada à demanda e a demanda de trem de passageiros é entre São Paulo e Campinas. A demanda hoje não justifica construir trilhos. Temos outras prioridades. E a malha da MRS, que passa aqui, foi renovada pelo governo federal há um mês e não tem essa previsão para ajudar o estado em um trem intercidades ligando São Paulo a São José. Agora vamos trabalhar, se existir viabilidade econômica financeira, vamos mexer. Não vamos fazer promessas em vão. Temos quatro anos desafiadores e vamos continuar focados nas desigualdades. Mas não há viabilidade concreta (para trem entre São Paulo e RMVale).

Por que a RMVale se mantém há tanto tempo neste triste posto de líder e homicídio no estado de São Paulo? O que vai ser feito?
Quando se olha um indicador geral de homicídio, o patamar do estado é de primeiro mundo. Morre menos gente em São Paulo, capital, do que em Nova York. Quando a gente olha regionalmente, vê um problema sério no Vale do Paraíba em termos em homicídios, mas tem uma queda do número de roubos. A guerra da segurança é permanente. Temos polícia bem treinada, muito bem equipada. O investimento neste governo foi de cerca de R$ 1 bilhão. Trocamos mais de 60% dos carros. Vou ampliar a Polícia Civil, assim que a lei eleitoral permitiu. E vamos investir em inteligência.

Qual a avaliação sobre os planos de ação durante a pandemia da Covid-19?
Quando lida com algo inédito, faz o que pode ser feito e depois avalia. Tivemos a vantagem que a pandemia começou no hemisfério norte e, aqui, fazíamos nossa análise que se faziam no hemisfério norte. E fizemos a quarentena, como em outros países. Não foi uma decisão só do governo do estado de São Paulo. Ainda assim, a economia paulista cresceu cinco vezes. E quem segurou a economia foi o vírus, não a quarentena. Hoje parece muito óbvio, um vírus gripal, se tivéssemos usado máscaras desde o começo da pandemia. Mas ainda era uma coisa nova.