09 de julho de 2026
Eleições 2022

Após reunião em SP, Marina Silva declara apoio a Lula

Por Gabriel Campoy |
| Tempo de leitura: 2 min
Lula e Marina Silva em SP

A ex-ministra e candidata a deputada federal Marina Silva (Rede), anunciou na noite deste domingo (11) que irá apoiar o ex-presidente Lula (PT) nas eleições presidenciais deste ano.

O encontro aconteceu em São Paulo e foi o primeiro entre os dois nos últimos dez anos, desde o rompimento político.

A Rede Sustentabilidade, partido do qual Marina foi uma das fundadoras, já faz parte da coligação petista para as eleições deste ano. Inclusive, o senador Randolfe Rodrigues (Rede) coordenador da campanha de Lula, foi um dos primeiros da legenda a declarar apoio ao ex-presidente no pleito deste ano.

Um dos motivos que marcam a aproximação de Marina a Lula, é também os ideias de desenvolvimento sustentável propostos pela Rede. A ex-ministra entregou ao petista um documento com propostas de combate ao garimpo, reformulação dos negócios na floresta, incentivo a indústrias mais compatíveis e a criação do chamado “crédito verde”, em que as empresas que seguirem as regras ambientais instituídas recebam incentivo fiscal.

“O programa que a Marina nos apresenta e? ousado, em um momento que o Brasil precisa levar muito mais a sério a questão ambiental. Temos que virar protagonistas internacionais, a Amazônia tem que ser estudada por cientistas, com soberania do Brasil”, afirmou Lula em post no Instagram.

Histórico de conflitos

Quando Lula venceu a presidência da República pela primeira vez, em 2002, foi Marina Silva quem assumiu o Ministério do Meio Ambiente em 2003, no início do governo petista. A parceria teve fim em 2008, quando saiu da pasta afirmando que a temática ambiental não era prioridade da gestão.

Em 2010 concorreu ao Senado Federal e foi eleita. Já nos anos seguintes de eleições gerais, concorreu à presidência da República, sempre sem sucesso.

O rompimento com o PT veio em 2014, durante a campanha eleitoral da então candidata à reeleição Dilma Roussef (PT). Liderando os levantamentos no início do ano, Marina foi perdendo força após sucessivos ataques da campanha petista em propagadas eleitorais. Com os laços cortados definitivamente, apoiou Aécio Neves (PSDB) no segundo turno.

Após o afastamento, Lula e o PT sempre manifestaram publicamente a intenção de uma reaproximação com a ex-ministra. Ela apoiou Haddad contra Bolsonaro em 2018, no segundo turno, afirmando no entanto que seu voto seria um “apoio crítico”.

Foi cogitada ainda neste ano para ser vice de Fernando Haddad (PT) na disputa pelo Palácio dos Bandeirantes, mas declinou da ideia para tentar puxar votos para seu partido como candidata a deputada federal.