11 de julho de 2026
Show

Anderson cobra explicação da Afac sobre show de Maria Gadú após cantora exaltar Lula na Flim

Por Da Redação |
| Tempo de leitura: 3 min
Anderson cobra explicação da Afac sobre show de Maria Gadú após cantora exaltar Lula na Flim

O prefeito de São José dos Campos, Anderson Farias (PSD), fez uma publicação em suas redes sociais na qual cobra uma explicação da Afac (Associação para o Fomento da Arte e da Cultura), responsável pelo show de Maria Gadu sábado, no Parque Vicentina Aranha, após a artista levar uma bandeira do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao palco durante a apresentação.

“Determinei à Afac, entidade gestora do Parque Vicentina Aranha, a prestar esclarecimentos e tomar providências necessárias para a suspensão de pagamento de cachê da cantora Maria Gadu, bem como a devolução dos valores já pagos através da lei de incentivo fiscal federal”, escreveu.

Depois, Anderson ainda classificou o evento da cantora como ‘showmício’. “Trata-se de um evento público, pago com verba pública, realizado em um parque público”, escreveu Anderson.

No final do texto, o prefeito de São José ainda afirmou que a artista fez campanha eleitoral com pedido de voto para um candidato à presidência da República.

Veja em seguida: Prefeitura de São José quer suspender cachê de Maria Gadú por se manifestar a favor de Lula em show

“Reforço que houve desvio de finalidade cultural por parte da cantora e sua equipe no show realizado no Parque Vicentina Aranha”, finalizou.

LEI LEITORAL.

Depois, a OVALE, o prefeito disse que já existe uma lei eleitoral que veda esse tipo de manifestação em espaço público. “Mesmo que não seja em um período eleitoral, usar um espaço público para fazer qualquer tipo de manifestação política, é proibido. Pode ter manifestação política, respeitamos muito a liberdade de opinião, mas quando você tem um show privado”, disse.

“Nesse caso, são cachês pagos através da Lei Rouanet. Todos eles são cientes do que podem ou que não podem, ninguém pode dizer que foi feito sem saber, então fez com plena consciência”, afirmou o prefeito, que continuou.

“A gente só não pode admitir esse tipo de coisa, independente de quem seja o candidato, uma coisa é manifestação do público, outra coisa é a manifestação em cima do palco, onde você tem um microfone e está ali com recursos públicos, da lei Rouanet. Foi apenas um caso isolado, em uma grande festa, cabe a mim como prefeito impedir que isso aconteça de novo, independentemente de partido”.

OUTRO LADO.

No domingo (18), a Afac afirmou que a manifestação foi uma ação de um grupo político, que utilizou o espaço de um evento apartidário para a promoção de campanha eleitoral. "A Afac não compactua com manifestações que não estejam ligadas a atividade fim do evento, que é a promoção da cultura, da música e da literatura", disse em nota. A associação não se manifestou sobre a decisão da prefeitura nesta segunda (19).

De acordo com Aldo Zonzini, diretor-executivo da AFAC, entidade gestora do Parque Vicentina Aranha, afirmou que, no total, o festival deste ano teve um orçamento de aproximadamente R$ 300 mil. "Boa parte desse contingente vem de parcerias, somando recurso privado e direto, o orçamento que vem do investimento público é de cerca de 10%", completa.

Nesta segunda-feira, a reportagem de OVALE entrou novamente em contato com a Afac, e aguarda o retorno.