11 de julho de 2026
Fórmula 1

Campeão da Formnula 2, Felipe Drugovich é nova esperança do automobilismo brasileiro

Por Marcos Eduardo Carvalho |
| Tempo de leitura: 2 min
Felipe Drugovich: a esperança do automobilismo brasileiro

O Brasil não tem um piloto em uma temporada regular da Fórmula 1 desde 2017, quando Felipe Massa, então na Williams, se aposentou. Depois, em 2020, após o grave acidente do francês Romain Grosjean, da Haas, Pietro Fittipaldi chegou a correr duas provas, mas sem continuação. Agora, os amantes da categoria máxima do automobilismo vivem a esperança de, em breve, ter um brasileiro de novo no grid: Felipe Drugovich.

Isso porque, na semana anterior, o paranaense de 22 anos se consagrou campeão mundial da Fórmula 2, a ‘divisão de acesso’ da Fórmula 1. Com cinco vitórias até agora no ano, fez uma temporada consistente e mostrou qualidade.

Agora, para 2023, ele será piloto de desenvolvimento da Aston Martins, equipe onde atualmente corre o tetracampeão mundial Sebastian Vettel e que no ano que vem terá o espanhol Fernando Alonso, bicampeão mundial.

CARREIRA COMEÇOU CEDO.

Filho de ex-piloto da Fórmula Truck, Felipe Drugovich começou a se arriscar no kart aos 8 anos de idade. Depois, com 11, já tinha oito títulos na categoria. Daí para ir à Europa foi um passo pequeno. Tanto é que, em 2016, com 16 anos, já estava na Fórmula 4 alemã.

Antes de chegar à Fórmula 2, o paranaense foi para a EuroFormula Open, onde também conquistou vitórias históricas, e depois teve uma rápida passagem pela Fórmula 3. Mas, em 2020, o menino de Maringá foi para a segunda divisão da Fórmula 1, pela equipe MP Motorsport.

Após trocar de equipe em 2021 e não conseguir o mesmo brilho, o pioto brasileiro voltou ao antigo ‘casamento’ e foi feliz. Conquistou, com antecipação, o título da temporada 2022. Agora, ele é visto como novos olhos no mundo da Fórmula 1.

Fã de Ayrton Senna, Nick Lauda e do heptacampeão Lewis Hamilton, Drugovich vive a expectativa de correr também na categoria máxima do automobilismo. O caminho ainda é longo, mas o menino do interior do Paraná está na trilha certo e esta é a única maneira de chegar lá. Com isso, quem sabe nos próximos anos o Brasil não volta a ter um piloto subindo no lugar mais alto do pódio.