A segurança pública é uma das áreas de preocupação e também para conquista de voto dos principais candidatos ao governo de São Paulo.
Liderando as pesquisas de intenção de voto, Fernando Haddad (PT), Tarcísio de Freitas (Republicanos) e o governador Rodrigo Garcia (PSDB) listam 60 propostas em seus planos de governo para a segurança pública.
Nenhuma delas cita diretamente o Vale do Paraíba, a região mais violenta do estado desde 2010, com a maior taxa de vítimas de homicídios por 100 mil e com mais de 300 mortes em homicídios por ano desde 2009 – nenhuma outra região paulista está nesse patamar.
HADDAD
À frente das pesquisas, o petista Fernando Haddad é quem faz mais propostas para a segurança: 30 delas em seu plano de governo, que ocupa 144 páginas – quatro ligadas diretamente à segurança pública.
Haddad propõe criar um ‘Novo Plano Estadual de Segurança Pública para “reestruturar e valorizar a carreira policial, determinar metas objetivas de enfrentamento à violência, resolutividade e redução da criminalidade e ampliar investimentos e garantir os instrumentos necessários ao desempenho da função, incluindo tecnologia, inteligência e planejamento”.
A proposta do petista se divide em três: valorização do policial, enfrentamento à violência e prevenção da violência e redução da criminalidade, que preveem uso de câmeras em uniformes, redução da letalidade policial, novo protocolo para uso de força letal, aumento as resolutividade de crimes, contratação de policiais e o ‘Policiamento de Proximidade’, com bases comunitárias.
“Aperfeiçoar a integração da segurança pública estadual com a segurança municipal”, diz ainda o plano de Haddad.
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TARCÍSIO
Em segundo nas pesquisas, o republicano Tarcísio de Freitas lista 10 propostas para a segurança em seu plano de governo de 43 páginas, com quatro delas dedicadas ao combate à violência.
“A população tem sofrido nas mãos dos criminosos. Latrocínios, estupros, roubos, furtos, estelionatos e diversos outros crimes atingem todos os níveis sociais e econômicos, mas em especial os mais pobres, os jovens, os idosos e as mulheres”, aponta o candidato em seu plano, em longa crítica à segurança paulista.
As propostas de Tarcísio falam em tecnologia e integração, enfrentamento ao crime organizado, valorização da Força Policial, Ruas Seguras, Garantia da Ordem Social, Cooperação SP-Brasília, Polícia Resolutiva, Novo Sistema Prisional, Proteção da Mulher e da Família e Fundação Casa.
Ele propõe rever o “Sistema Prisional, de forma a suprir adequadamente a atual demanda (em presídios fechados ou semiabertos) e a reinserção de egressos na sociedade”, “investir na tecnologia para resolução de crimes” e “usar as forças combinadas das estruturas federal e estadual de segurança”.
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GARCIA
No terceiro lugar das pesquisas, Rodrigo Garcia defende a política de segurança do governo e diz que São Paulo “implementou nas últimas duas décadas uma forte política de segurança pública aliada à gestão, investimento e tecnologia para enfrentamento da violência e da criminalidade”.
Ele diz que “os índices registraram reduções sistemáticas de violência e delitos”, que o Estado “promoveu forte investimento em tecnologia e inovação” e cita reajuste de 26% nos vencimentos dos policiais e a criação do Programa de Bonificação por Resultado.
Garcia lista 20 propostas na área da segurança pública em três páginas do plano de 46 páginas. Entre os compromissos, o governador fala em reduzir os indicadores, apreender armas e mudar o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) para aumentar o período de internação para atos infracionais violentos para até oito anos.
Também cita endurecer o combate ao tráfico de drogas, alterar a Lei de Execução Penal, fortalecer o policiamento nas divisas do Estado, criar novo departamento para a proteção à mulher e valorizar os policiais, além de ampliar a atividade delegada.