No encerramento da estação mais fria do ano, a RMVale registra nos oito primeiros meses deste ano queda de 30% no volume de chuvas da região na comparação com as médias históricas para o mesmo período.
O levantamento é de OVALE com base nos dados oficias do Cptec (Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos), órgão do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais).
Em julho deste ano, a precipitação medida pelo órgão na região foi de 10 milímetros de chuva, abaixo da média histórica de 80 mm e a menor quantidade de precipitação desde julho de 2018, que registrou 5 mm.
O período de junho a setembro é o de menor incidência de chuva no histórico da região.
No acumulado do ano, entre janeiro a agosto, o Vale tem 750 mm de chuva contra uma média histórica de 1.065 mm, um recuo de 30%.
No entanto, as chuvas neste ano estão mais constantes e fortes do que no ano passado.
Nos oito primeiros meses do ano passado, a precipitação acumulada no Vale foi de 615 mm. Neste ano, os valores estão 22% acima.
Desde a crise hídrica, em 2014, a região registra oscilações na precipitação do primeiro semestre, com anos mais e menos chuvosos.
Em 2014, o acumulado de janeiro a agosto foi de 455 mm, o menor deste período. No ano seguinte, o índice aumentou para 815 mm, chegando a 865 mm em 2016 e 980 mm, em 2017. No ano seguinte, as chuvas foram menos consistentes e o valor caiu para 640 mm, subindo para 1.005 mm em 2019 e caindo para 850 em 2020.
O curioso é que 2018 foi o ano com a maior média histórica desde 2014 e, na prática, a menor quantidade de chuva dos últimos cinco anos. Em todos os anos a precipitação foi menor do que a média esperada.
“As chuvas obedecem a ciclos e alguns fenômenos meteorológicos e ambientais impactam no regime de chuvas de um ano, que pode ser mais ou menos chuvoso do que se esperava”, explica o geólogo Edilson Andrade, especializado na questão hídrica.