Os 158 candidatos a deputado estadual e federal ligados ao Vale do Paraíba entram na reta final da campanha com o desafio de aumentar a representatividade da região.
Um das mais importantes regiões econômicas do estado e do país, a RMVale tem baixa representação na Assembleia Legislativa e no Congresso Nacional. São apenas dois deputados estaduais e um federal.
Nestas eleições, os eleitores têm um vasto cardápio para escolher seus representantes da região: 90 candidatos a deputado estadual e 68 a federal, de acordo com os últimos dados disponibilizados pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral).
O levantamento foi feito por OVALE com os dados oficiais do TSE. Para formar a lista, levou-se em consideração a cidade de nascimento do candidato ou sua atuação na RMVale, profissional ou política.
Na última eleição proporcional em 2018, a região contou com 138 candidaturas, sendo 82 a deputado estadual e 56 a federal, abaixo do número de registro deste ano. Naquele ano, foram eleitos Letícia Aguiar (PP) e Sergio Victor (Novo) para a Assembleia Legislativa de São Paulo e reeleito o deputado federal Eduardo Cury (PSDB).
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VISIBILIDADE
Para Izaias Santana (PSDB), prefeito de Jacareí, o número alto de candidatos diminui a chance de a região ampliar a sua representatividade. O motivo é a viabilidade eleitoral, que não é a mesma para todos os postulantes. “Não basta o candidato ser do Vale, tem que ter a candidatura viável”.
Para ser eleito deputado estadual, na avaliação de Izaias, o candidato do Vale vai precisar de ao menos 50 mil votos. Na esfera federal o limite sobe para 70 mil votos.
“Essa densidade eleitoral é essencial. É preciso ter liderança política, participação em outras eleições e ser votado ou ter apoio de grupos ou movimento da sociedade que aumentem o volume de votos”, afirmou o prefeito de Jacareí.
“Se não tiver, o candidato cumpre dois papéis: ajudar o partido ou testar o nome para as eleições municipais, o que é um desserviço ao Vale.”
Izaias chama de “vícios do sistema político” a atitude de lançar candidatos agora pensando em fazer nome para as eleições municipais ou ainda de partidos e políticos que incentivam candidaturas sem qualquer viabilidade eleitoral para minar a chance de adversários serem eleitos.
“Tem gente interessada apenas na própria candidatura no futuro. Há muita mesquinhez e ausência de conscientização. O varejo não pode prevalecer sobre o global, o interesse da região.”