10 de julho de 2026
Violência

Execuções, conflitos e mortes com grave uso da violência dominam homicídios no interior de SP

Por Xandu Alves |
| Tempo de leitura: 2 min
Polícia Militar foi acionada para atender a tentativa de homicídio

Mortes violentas com indício de execução, conflitos entre conhecidos e desconhecidos e homicídios com evidência de grave uso da violência estão entre as motivações para assassinato que mais cresceram no interior do estado de São Paulo desde 2014.

O levantamento foi feito por OVALE com base nos dados oficiais da SSP (Secretaria de Estado da Segurança Pública), que analisa o perfil das vítimas de homicídio no estado desde 2014.

Naquele ano, as mortes com indícios de execução e as mortes com evidência de grave emprego de violência representavam 36% do total dos homicídios. Em 2022, considerando o intervalo de janeiro a julho, o percentual saltou para 46%, um aumento de 28% entre os dois períodos.

Individualmente, o contexto de motivação do crime com o maior aumento percentual é o chamado “conflito interpessoal 1”, que ocorre entre conhecidos ou desconhecidos, segundo a classificação da SSP. As vítimas de homicídio nessa categoria passaram de 18% em 2014 para 31% em 2022.

Em seguida, aparecem os conflitos entre casais, com as mortes passando de 6,7% para 8%. Os conflitos envolvendo o tráfico de drogas subiram de 0,7% para 1,7% desde 2014. Já os conflitos entre familiares caíram de 5% para 4% do total de mortes.

PERFIL DA VÍTIMA

De acordo com a análise da vítima de homicídio no interior do estado, os homens são 86% dos assassinados, com a maior parte de brancos (53%), na faixa etária de 30 a 34 anos (15%) e mortos em via pública (52%).

Em todo o estado, a estatística é bem semelhante: homens 85%, brancos (48%), na faixa etária de 30 a 34 anos (14%) e mortos em via pública (57%). O mesmo vale para os indicadores da capital: homens 84%, brancos (39%), na faixa etária de 30 a 34 anos e na de 35 a 39 anos (ambas com 11%) e mortos em via pública (69%).