10 de julho de 2026
Violência

Haddad, Tarcísio e Garcia fazem propostas para combater a violência contra a mulher

Por Xandu Alves |
| Tempo de leitura: 2 min
DDM. Caso é investigado na Delegacia de Defesa da Mulher

A violência contra a mulher é um dos temas de preocupação e também para conquista de voto dos principais candidatos ao governo de São Paulo.

Liderando as pesquisas de intenção de voto, Fernando Haddad (PT), Tarcísio de Freitas (Republicanos) e o governador Rodrigo Garcia (PSDB) listam 60 propostas em seus planos de governo para a segurança pública, incluindo ações para reduzir a violência contra a mulher.

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HADDAD

Fernando Haddad tem em seu plano 30 propostas de segurança distribuídas em quatro das 144 páginas do programa de governo.

O ponto central é a criação do ‘Novo Plano Estadual de Segurança Pública’ para “reestruturar e valorizar a carreira policial, determinar metas objetivas de enfrentamento à violência, resolutividade e redução da criminalidade e ampliar investimentos e garantir os instrumentos necessários ao desempenho da função, incluindo tecnologia, inteligência e planejamento”.

Diretamente sobre as mulheres, o petista propõe expandir e qualificar o atendimento das Delegacias de Defesa da Mulher, ampliar a capacidade de abrigamento de mulheres em situação de violência e garantir as diretrizes previstas na Política Nacional de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres, “com foco na expansão dos equipamentos da rede e garantia de recursos humanos suficientes para o acolhimento das vítimas”.

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TARCÍSIO

O republicano Tarcísio de Freitas lista 10 propostas para a segurança em seu plano de governo de 43 páginas, com quatro delas dedicadas ao combate à violência.

“Os atos de violência contra as mulheres são vistos e sentidos diariamente nas ruas, meios de transporte e escolas. Todos os indicadores estão, infelizmente, crescendo”, aponta o candidato em seu plano, em longa crítica à segurança paulista.

As propostas de Tarcísio falam em proteção da mulher e da família por meio de um programa de prevenção, monitoramento por tornozeleiras eletrônicas e repressão de condutas agressivas contra a mulher.

Aponta ainda ações como “fortalecer a atuação das Delegacias da Mulher, com melhoria das estruturas e ampliação do horário de atendimento” e “criação de Abrigos Regionais Protegidos para a Mulher Vítima da Violência”.

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GARCIA

Rodrigo Garcia defende a política de segurança do governo e diz que São Paulo “implementou nas últimas duas décadas uma forte política de segurança pública aliada à gestão, investimento e tecnologia para enfrentamento da violência e da criminalidade”.

Garcia lista 20 propostas na área da segurança pública em três páginas do plano de 46 páginas. Entre os compromissos, o tucano se compromete a criar o “Novo Departamento de Proteção à Mulher, com atribuição de planejar e coordenar a atuação de todas as Delegacias de Defesa da Mulher instaladas no Estado de São Paulo, bem como as Delegacias destinadas ao atendimento das crianças e adolescentes vítimas e grupos vulneráveis”.

Também promete ampliar as Delegacias da Mulher e criar 10 delegacias 24 horas, além de implantar orientação jurídica nas DDMs.

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