A caminho da proclamação da Independência, Dom Pedro 1º e sua comitiva de 30 homens entraram em território paulista por Bananal, em 16 de agosto de 1822, visitando o capitão Hilário Gomes de Almeida em suas terras, a então Fazenda Três Barras. O casarão ainda existe, apesar de ter passado por muitas reformas que o descaracterizaram. Hoje funciona no local um hotel-fazenda.
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No dia seguinte, a parada é na Fazenda Pau D’Alho, em São José do Barreiro. A visita se torna folclórica. Dom Pedro teria apostado corrida com os membros da comitiva e chegado antes do previsto, sozinho. Ele não se identificou e pediu comida. Foi atendido, mas pediram que comesse nos degraus ao lado de fora da cozinha, pois a sala de jantar estava sendo preparada para receber o príncipe.
Com a chegada da comitiva, Dom Pedro foi identificado e presenteou os proprietários com um quadro com seu retrato como prova de gratidão pela hospitalidade. Também convidou o dono João Ferreira de Souza e seu filho Antônio a se juntarem na sua comitiva que ia para São Paulo, passando então a fazer parte da sua ‘Guarda de Honra’.
Vai-se a comitiva do príncipe pelo Vale, passando por Areias, onde pernoita num imóvel construído em taipa de pilão em 1798, que ainda existe e funciona como hotel.
Pedro também descansa à sombra de uma velha figueira, na beira do antigo “Caminho Novo da Piedade”, trecho hoje marcado por uma placa alusiva à passagem do primeiro Imperador do Brasil.
DECRETO
Silveiras é a próxima parada do príncipe, em 18 de agosto. Pedro almoça e vai para Cachoeira Paulista e depois Lorena, parada importante do ponto de vista político, tendo o príncipe se hospedado na casa do capitão-mor Ventura José de Abreu. O futuro imperador cumpre uma espécie de agenda pública na cidade e expede decreto em que dissolve o governo provisório, assumindo efetivamente o governo da Província de São Paulo.
Em 19 de agosto, a parada é em Guaratinguetá e Pedro se hospeda na casa do capitão-mor Manoel José de Melo. Na cidade, a ‘Guarda de Honra’ do príncipe ganha novos seguidores.
Pedro vai para Pindamonhangaba, fazendo uma breve parada na localidade hoje denominada Roseira Velha. Em Pinda, hospeda-se no sobrado do monsenhor Ignácio Marcondes de Oliveira Cabral, irmão do então capitão-mor. A comitiva do príncipe ganha mais adeptos.
TAUBATÉ
Em 21 de agosto, Pedro chega a Taubaté, onde é recebido festivamente, com ruidosas ‘descargas de pólvora’ (fogos de artifícios), peças marciais e comemorações. Ali, as famílias ‘escondem’ as moças para evitar o ‘assédio’ de Pedro, conhecido como ‘mulherengo’ (leia texto nesta página).
O príncipe passa rapidamente por Caçapava e São José dos Campos, localidades que ainda não tinham relevância econômica e política – diferente de hoje com o potencial econômico da maior cidade do Vale.
A parada seguinte é Jacareí, em 22 de agosto, a última cidade no Vale que recebeu a comitiva de Pedro. O príncipe ainda passa por Guararema, Mogi das Cruzes e outros pontos do Alto Tietê rumo a São Paulo, aonde chega na manhã do dia 25 de agosto.
Ele ainda vai a Santos, em 5 de setembro, e adianta sua volta à capital, encontrando-se com o correio da Coroa às margens do riacho Ipiranga, no dia 7. Lê as mensagens e decide cortar os laços com Portugal, proclamando a Independência.
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