O presidente Jair Bolsonaro (PL) voltou a citar o golpe militar de 1964 como um comparativo às eleições gerais deste ano em um evento na igreja evangélica Bastista da Lagoinha, em Contagem (MG), na noite desta sexta-feira (23)
O mandatário afirmou que "datas como 22, 35, 64, 2016 e 2018 foram marcantes para todos nós". Além disso, Bolsonaro repetiu que pretender passar sua faixa presidencial "bem lá na frente" em uma "eleição limpa".
"Peço sabedoria para que a gente possa, lá na frente, bem lá na frente entregar, para quem me suceder, democraticamente e numa eleição limpa, a continuidade do governo brasileiro", afirmou.
O chefe do executivo também fez ataques ao ex-presidente Lula, seu principal adversário na disputa presidencial, a quem chamou de "comunista ladrão".
"Não é fácil [ser presidente], mas uma coisa me conforta e muito na presidência da República: é saber que naquela cadeira presidencial não tem um comunista ladrão sentado nela", declarou.
O público presente hostilizou durante diversas ocasiões o petista com gritos de "ladrão". Já Bolsonaro, chamado de "mito", ouviu gritos de "primeiro turno".
Além do presidente, também discursaram no evento Mulheres Pelo Brasil o pastor Márcio Valadão e a pastora Ezenete Rodrigues, ambos representantes da denominação religiosa.
O evento reuniu no palco, ao lado de Bolsonaro, conhecidos apoiadores do presidente no estado como o candidato ao Senado por Minas Gerais Cleitinho Azevedo (PSC), o deputado federal Marcelo Álvaro Antônio (PL), o deputado estadual Bruno Engler (PL) e o vereador de Belo Horizonte, Nikolas Ferreira (PL).