Brasil

Em xeque, Temer admite adiar votação da reforma

Por Agência Brasil |
| Tempo de leitura: 1 min

Em razão da resistência de parlamentares da base aliada, o Palácio do Planalto já admite que pode adiar a votação da reforma da Previdência no plenário da Câmara dos Deputados, revista para a segunda semana de maio.

Lideranças e articuladores da base do presidente Michel Temer (PMDB) no Congresso reconhecem que precisarão de mais tempo para convencer a população e os deputados a apoiar o novo texto do projeto, apresentado na última quarta-feira (19) na comissão especial da reforma.

De acordo com os aliados de Temer, as mudanças na proposta atenderam à maioria dos pedidos de flexibilização feitos pela base aliada, mas a discussão a respeito do tema foi 'contaminada' pelo projeto original, que foi elaborado pelo Planalto, que continha regras mais duras que o texto atual.

O governo avalia que precisa de tempo para vencer as resistências, o que não deve ser possível até a data marcada para início da votação na Câmara, em 8 de maio.

Articuladores de Temer defendem o adiamento do cronograma em ao menos uma semana, mas alguns aliados do presidente admitem que pode ser necessário empurrar a data ainda mais. No limite, o texto passaria pela Câmara em junho e só teria sua votação no Senado no segundo semestre.

"O debate está contaminado pela proposta original, e é preciso deixar claro que aquele texto ficou para trás. Confio que isso possa ocorrer até o dia 8, mas é preciso ter certeza de que o tema está descontaminado", afirmou à reportagem o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ).

O adiamento seria uma maneira de ampliar os efeitos de uma ofensiva publicitária..

Comentários

Comentários