Depois de buscas intensas, o Corpo de Bombeiros reduziu a força-tarefa que procurava pelo francês Eric Welterlin do Pico do Marins, em Piquete (SP) e encerrou o período de buscas. O homem de 54 anos saiu para um treino de corrida na montanha no último dia 17, mas não retornou.
O desaparecimento mobilizou equipes que contaram com o apoio de cerca de 500 militares. Foram utilizados cães farejadores, rapel, drones (aeronaves sem tripulantes), mas nenhum vestígio de Eric foi encontrado. Segundo o Capitão Reis, que comanda a operação, o Corpo de Bombeiros vai observar o movimento de aves de rapina, que podem indicar o sinal de um corpo.
As equipes vasculharam cerca de 150 km² no entorno do pico. De acordo com Reis, é improvável que o francês esteja de fato na montanha. "Normalmente, quando há ocorrência neste local, é uma questão de horas até acharmos a pessoa. Saiu bastante da normalidade", afirmou o bombeiro.
Segundo o capitão, é provável que o esportista tenha feito o mesmo trajeto que havia feito no pico em 2014. "É um caminho horizontal, o objetivo dele não era subir a montanha e sim treinar corrida. Provavelmente, seria um 'bate e volta', ele não levava mochila, nem equipamentos de segurança".
A alta temporada de visitas ao Pico do Marins começa em maio. Gerson Santos trabalha como guia de trilhas há 25 anos. Segundo ele, a época escolhida pelo francês para fazer a trilha é bastante arriscada.
"O tempo pode virar a qualquer momento. Não é recomendado subir, pelas chuvas e ventos fortes", afirmou o guia.
Ele também explicou que não é ideal fazer a trilha sozinho. "Mesmo que você seja muito experiente, é importante informar qual rota vai fazer, que horas pretende voltar. Ele foi fazer a trilha em uma segunda feira, encontrar alguém na montanha nos dias de semana é raro"..