Política

Internacionalizar a Unitau é uma das apostas de Grandinetti

Por Da redação@jornalovale |
| Tempo de leitura: 6 min
Francisco Grandinetti. Foi o segundo nome da lista
Francisco Grandinetti. Foi o segundo nome da lista

Internacionalizar a Unitau (Universidade de Taubaté), visando intercâmbio de pesquisadores e conhecimento. Essa é uma aposta de Francisco Grandinetti, o quarto entrevistado da série com os candidatos a reitor. Confira a entrevista na íntegra.

Quais as principais propostas do senhor para a Unitau?

Dentre as propostas em nosso plano de gestão, apresentamos de forma sucinta as principais:

-Valorizar o quadro de servidores da Unitau, tanto professores quanto servidores técnicos administrativos, para que tenham uma melhor qualidade de vida;

-Propor um ensino de qualidade, inovador e empreendedor, formando um corpo discente coeso e interessado na qualidade de ensino proposta pela Universidade de Taubaté;

-Atuar nas fundações visando captar recursos;

-Reimplantar o Plano Gestor de Tecnologia de Informação e Comunicação;

-Realizar o Plano Diretor de Infraestrutura, sendo uma das metas realizar a alienação de imóveis com o objetivo de reverter esse investimento em infraestrutura;

-Reforma administrativa;

-Propor estratégias para amortização da dívida com o IPMT;

-Realizar o processo de Gestão Ambiental, visando a sustentabilidade da universidade e redução de despesas;

-Internacionalização da Unitau, com o objetivo de proporcionar oportunidades de qualificação para alunos e professores.

Por que se considera preparado para assumir o comando da universidade?

Sou servidor dessa universidade há 27 anos e tive a oportunidade de ocupar vários cargos por diferentes setores dentro da instituição, como membro de conselhos, diretorias e pró-reitorias. Isso me torna uma pessoa capaz e qualificada para estar à frente do comando da Universidade de Taubaté. Como professor doutor tenho ampla atuação na área de pesquisa, tendo criado e coordenado os programas de mestrado profissionalizante e acadêmico em Engenharia Mecânica e cursos de especialização. Atualmente possuo bolsa produtividade pelo CNPq na modalidade Produtividade em Desenvolvimento Tecnológico e Extensão Inovadora. Fui membro eleito do Consep (Conselho de Ensino e Pesquisa) e Consuni (Conselho Universitário). Adquiri grande conhecimento das fundações sendo membro do Conselho de Curadores da Funcabes e como membro do Conselho Deliberativo da Fapeti e EPTS. Já ocupei o cargo de diretor nos departamentos de Engenharia Mecânica e Matemática e Física. Fui pró-reitor de Economia e Finanças (2006-2007), pró-reitor de Administração (2007-2014) e pró-reitor de Pesquisa e Pós-graduação (2014-2018) e atualmente conduzo a Pró-reitoria de Administração desde 2017. Implantei as principais ações voltadas para as áreas administrativa e recursos humanos na universidade, como:

-Cesta básica para servidores técnicos-administrativos e professores, criada em 2001;

-Progressão por mérito para servidores, em 2009;

-Processo de readaptação de servidores;

-Criação e implantação do Serviço de Engenharia, Segurança e Medicina Ocupacional – Sesmo;

-Criação da coordenadoria de Tecnologia da Informação (TI) e implementação da rede wireless, aquisição de equipamentos e softwares, além de programas de substituição de peças de forma sustentável;

Durante minha atuação na Pró-reitoria de Pesquisa e Pós-graduação, sete programas de mestrado tiveram suas notas elevadas para conceito 4 junto à Capes, comprovando a qualidade da pesquisa aqui realizada e da seriedade do programa, refletindo assim em benefício intelectual para alunos e professores de pós-graduação e graduação. Consolidação do evento de Iniciação Científica (IC) englobada no Congresso Internacional de Ciência, Tecnologia e Desenvolvimento (CICTED). Criação de revistas acadêmicas para valorização e visibilidade dos trabalhos científicos desenvolvidos na universidade, além do 1º Prêmio de Inovação da Unitau, em parceria com a Fapeti. Criação e implementação de diversos tipos de bolsas voltadas a pesquisa e pós-graduação.

O senhor faz parte do grupo que atualmente comanda a Unitau. Quais foram os principais avanços dessa gestão? E o que faria diferente se já fosse o reitor?

Houve um crescimento em todo o ensino, desde fundamental até o de pós-graduação. Na graduação houve um aumento das notas do Enade e dos prazos de reconhecimento de curso, todos com cinco anos de reconhecimento. Pós-graduação (como citado anteriormente) também teve sua evolução destacada, graças ao empenho e dedicação dos docentes. A proposta será de fortalecer os departamentos e institutos, visando a melhoria na qualidade e novas propostas para atender o mercado atual e futuro. Iniciamos a internacionalização de forma modesta. A proposta agora será de um trabalho mais arrojado trazendo mais visibilidade, possibilitando o intercâmbio de pesquisadores e a troca de conhecimento científico, tecnológico e cultural. Houve um envolvimento maior dos alunos no ensino fundamental e médio nas ciências – popularização da pesquisa. Ampliaria para mais escolas da rede privada e pública. Por fim, essa gestão será fundamentada na transparência institucional e no diálogo permanente com os três segmentos da comunidade acadêmica (alunos, professores e servidores), respeitando os órgãos de representação. Para tanto, há de se contar com criatividade, inovação e cooperação de todos para que juntos possamos superar as crises e os grandes desafios que se apresentam e, assim, podermos caminhar juntos na construção de uma Unitau inovadora, sustentável e participativa. Nosso foco é posicionar a Universidade de Taubaté como a melhor e mais sólida universidade atuante na região.

A Unitau tem um orçamento superior a R$ 200 milhões por ano, e mesmo assim apresenta problemas estruturais em seus departamentos. Como solucionar isso?

Os problemas estruturais são provenientes do problema econômico em que vivemos, consequente do agravamento da crise econômica do país. Tínhamos que decidir pela manutenção dos salários, licença-prêmio, honrar os contratos, honrar a dívida com o IPMT ou investir em infraestrutura. Dessa forma, a decisão administrativa tomada foi pensando em não prejudicar, principalmente, os salários dos professores e servidores. Enquanto outras universidades optaram por demitir funcionários e professores, nós optamos por garantir a sustentabilidade do nosso quadro funcional. Hoje, com o PRC (Programa de Recuperação de Crédito), a situação é bem diferente, pois já começamos o investimento em infraestrutura, ampliação da rede wireless e segurança. Atualmente, as finanças se mostram equilibradas e em ascensão, mostrando a recuperação da universidade.

O senhor defende a proposta de um campus unificado?

Não. Porém, se houver um interesse da comunidade acadêmica e da sociedade taubateana, farei uma consulta pública e, a partir disso, o estudo da viabilidade da unificação, para depois esse assunto ser debatido junto ao Conselho Universitário e até mesmo junto ao Conselho de Administração e Pesquisa, a fim de encontrar a melhor e a mais moderna estrutura para a universidade, de forma equilibrada e sustentável.

Nos últimos anos, a Unitau tem encontrado dificuldades para preencher as vagas disponíveis nos vestibulares. Como atrair mais estudantes?

Minha gestão pretende ser pautada em um ensino de qualidade, para tanto precisamos fortalecer os departamentos, institutos, o ensino, o empreendedorismo, a inovação e o conhecimento científico. Na minha visão o fortalecimento do departamento é fundamental, pois é onde os cursos estão inseridos. Além disso, ampliar os convênios com as prefeituras municipais, estaduais e empresas da região, visando a captação de alunos e buscando formar profissionais enquadrados no perfil de mercado da região.

Quais as propostas do senhor para o quadro de servidores administrativos e de professores?

Para os servidores administrativos pretende-se: viabilizar as condições de vencimentos/salário durante essa gestão, incorporação do abono salarial de forma escalonada; propor a revisão da lei 282, de forma a adequar os cargos e as referências, entre outras alterações administrativas; ampliar, em parceria com a Funcabes, de forma gradativa, os benefícios reduzidos ao longo dos anos (vales alimentação e transporte, seguro de vida e plano de saúde e outros vigentes); oferecer cursos, eventos e treinamento para crescimentos individual, familiar e institucional. Para os professores é nosso compromisso viabilizar as condições técnicas e financeiras de: vencimentos/salário durante essa gestão; implantação do reenquadramento dos docentes nos devidos e merecidos cargos; valorizar a titulação na promoção da carreira e a produção intelectual; incorporação do abono salarial de forma escalonada; de forma gradativa, dar retorno dos benefícios perdidos ao longo dos anos.

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