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E ONDE ESTÃO AS VAGAS?

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O tiro, até aqui, está saindo pela culatra. Após a reforma trabalhista, aprovada pelo governo do presidente Michel Temer (MDB) no mês de novembro de 2017, o ritmo da geração de novos postos de trabalho teve queda na RMVale, como os dados do Ministério do Trabalho e Emprego deixam bem claro. Conforme balanço divulgado em reportagem de OVALE, entre os meses de novembro de 2017 -- quando a lei foi aprovada-- e março deste ano, a região perdeu 1.222 empregos. O resultado é pior se comparado ao saldo dos cinco meses anteriores à aprovação da reforma --junho a outubro de 2017--, quando a região gerou 2.771 vagas com carteira assinada.

Depois de aprovada a reforma, promessa de Temer para fazer o país retomar a geração de novos postos de trabalho, o salário médio pago pelas 10 carreiras que mais abriram vagas no Vale, por exemplo, caiu 6,37%, passando de R$ 1.399,25 para R$ 1.310,13 -- sendo que a inflação no período foi de 1,42%. Não foi só. Também o saldo de empregos das 10 profissões foi menor ante o período pré-reforma. Nesses últimos cinco meses, o Top10 gerou o total de 3.735 vagas na economia da região. Já de junho a outubro de 2017, abriu 4.123 vagas. O recuo foi de 9,41% no Vale.

Reportagem publicada na página 10 da edição de hoje, que está assinada pelo repórter Xandu Alves, aponta que nos últimos cinco meses a quantidade de demissões na região cresceu 11%. Já as contratações aumentaram 5,17% no mesmo período.

De novembro a março, a região teve79.267 desligamentos contra 71.434 entre junho e outubro do ano passado. No mesmo período, as contratações no Vale passaram de 74.205 para 78.045.

Com isso, o saldo de empregos é negativo no Vale: 1.222 postos de trabalho perdidos desde novembro. Já nos cinco meses que antecederam a reforma trabalhista, a região abriu 2.771 novas vagas no mercado de trabalho.

Diferentemente do prometido, no Vale a retomada do emprego ainda vai dar muito trabalho..

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