A construção do "Arco da Inovação", a ponte estaiada entre as avenidas São João e Jorge Zarur, com recursos de R$62,9 milhões do BID (a juros civilizados internacionais), aponta para o custo das prioridades do atual modelo de desenvolvimento de São José. Já existe uma consciência social e política que não devemos atender os interesses econômicos por um exagerado adensamento urbano. Porém, é preciso repensar que cidade queremos: uma nova São Paulo ou uma cidade com melhor qualidade de vida urbana, administrável e de custo acessível à sua população?
Tenho proposto para debate um modelo descentralizado de cidade com a criação de núcleos rurbanos ligados ao centro expandido por vias expressas. A Via Cambuí, a maior obra urbana em construção, sugere a região leste para se projetar os primeiros núcleos rurbanos. São José tem um território de 1.099,4 km2 e 353,9 km2 de zonas urbanas, podendo expandir-se de forma ordenada e sustentável.
A cidade tem uma cultura de planejamento inovadora desde sua fase sanatorial e depois com o Plano Urbanístico da FAU-USP em 1958 e o Plano Diretor de Desenvolvimento Integrado de 1969/70 nas gestões do prefeito Elmano Ferreira Veloso. A implantação do PDDI projetou as gestões dos prefeitos Sérgio Sobral de Oliveira e Ednardo José de Paula Santos na década de 1970.
O importante agora, no entanto, é que São José dos Campos discuta e decida o seu futuro como cidade antes que ele nos traga algo indesejável para nossos descendentes..