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Nova ordem de Trump visa a aumentar contratação de norte-americanos

Por Agencia Brasil |
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20/01/2016- Washington- DC, USA- Soldiers and Airmen from the Florida National Guard look on as President Donald Trump takes the oath of office during the 2017 Presidential Inauguration. Florida sent approximately 340 Soldiers to provide support to the U.
20/01/2016- Washington- DC, USA- Soldiers and Airmen from the Florida National Guard look on as President Donald Trump takes the oath of office during the 2017 Presidential Inauguration. Florida sent approximately 340 Soldiers to provide support to the U.

A mais nova ordem executiva assinada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, estimula a compra de produtos nacionais e a contratação de norte-americanos. Chamada de "Buy  American, Hire American" (tradução compre produtos americanos, contrate americanos), a ordem executiva segue a linha nacionalista adotada por Trump durante a campanha e ordena que as agências governamentais reavaliem acordos comerciais de livre comércio que estejam prejudicando a indústria nacional.

Além disso, o texto, assinado ontem (18), determina que os programas de concessão de vistos de trabalho temporário, como o visto H1B para estrangeiros, sejam revistos.

"Para comprar e contratar americanos eu assino esta ordem que vai proteger trabalhadores e estudantes, como vocês", afirmou Trump dirigindo-se a trabalhadores de uma fábrica no estado de Wisconsin.

Na linha de "a América em primeiro lugar", Donald Trump disse que a partir da ordem assinada as agências federais terão de revisar os procedimentos, tanto em negociações comerciais, como na contratação temporária de estrangeiros.

O objetivo é proteger determinados produtos no mercado norte-americano. Na visão de Trump, os acordos comerciais prejudicaram a indústria nacional, provocando o fechamento de fábricas e a diminuição dos salários dos trabalhadores devido à entrada de produtos importados mais baratos.  Esta retórica foi uma das mais contundentes durante a campanha de Donald Trump.

Trump disse que a ordem vai promover de maneira "agressiva" a fabricação e o comércio nacionais, além de garantir que os norte-americanos sejam contratados primordialmente, antes de um estrangeiro.

Ao discursar, o  presidente criticou a Organização Mundial do Comércio (OMS). "É um dos nossos desastres", disse. E voltou a desqualificar o chamado Tratado Norte-Americano de Livre Comércio (Nafta, sigla em inglês). "O Nafta é um desastre completo".

Trabalho temporário

A concessão de vistos temporários de trabalho até então vinha sendo realizada anualmente com um volume de até 85 mil vistos por ano.

Críticos do governo Trump afirmam que a mão-de-obra extrangeira contratada por meio dos vistos temporários de trabalho não necessariamente competem ou impedem norte-americanos de conseguirem um emprego.

Em geral, os profissionais estrangeiros contratados têm alto nível de escolaridade e habilidades específicas que as empresas alegam estar em falta no mercado nacional. Profissionais das áreas de saúde, informática e tecnologia são os mais requisitados.

Entretanto, Trump defende que a revisão do programa é necessária, porque algumas empresas usavam a prerrogativa, para contratar profissionais estrangeiros com salários mais baixos que poderiam pagar a um profissional altamente qualificado norte-americano.

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