Desenvolvimento sustentável é termo que ouvimos há algumas décadas e que se refere, basicamente, a 'suprir as necessidades do presente sem impedir as gerações futuras de suprirem as próprias necessidades'. São José dos Campos vivencia este dilema. Autorizada pela prefeitura, uma empresa tentou cortar árvores em uma área no Vila Betânia para construir estacionamento. A organização dos moradores do bairro conseguiu, até agora, impedir.
Outras ações da administração municipal colocam o crescimento desordenado acima da qualidade de vida. É quase unânime a necessidade de se retirar carros das ruas, conforme Lei Federal 12.587/2012, da Política Nacional de Mobilidade Urbana, que em seu Art. 6º fala da "prioridade dos modos de transportes não motorizados sobre os motorizados e dos serviços de transporte público coletivo sobre o transporte individual motorizado". Na contramão desta tendência mundial, o prefeito Felicio já dá sinais que irá abrir mão do maior projeto de transporte coletivo da cidade, o BRT. E isso é uma escolha de gestão, já que a verba de R$ 850 milhões está garantida desde a administração Carlinhos Almeida.
Além disso, as ciclovias nem são ampliadas e nem recebem manutenção adequada. Isto mostra a preferência do uso do automóvel em detrimento de modais menos poluentes. Gerir o município é projetar a cidade para que garanta qualidade de vida. Esse é o maior legado que uma administração pode deixar. Mas, infelizmente, a atual gestão de São José não dá a devida atenção a essas questões que vão interferir na vida de todos nós..