O governo Felicio Ramuth (PSDB) fez, entre janeiro e dezembro do ano passado, 43.057 menos consultas médics que no mesmo período de 2016. O balanço faz parte da prestação de contas realizada pela Prefeitura de São José dos Campos ao Comus (Conselho Municipal de Saúde), que aprovou sem ressalvas, o relatório da administração.
Em 2017, foram feitas 1.822.883 consultas gerais. Já no ano anterior, a quantidade foi de 1.865.940. As maiores quedas continuam sendo nos atendimentos básicos e de urgência. Somente neste último caso, foram 42.500 pacientes a menos que passaram pelo serviço, o mais demandado da rede no ano passado, com 1.012.895 pessoas atendidas.
Na atenção primária, conhecida como "porta de entrada" dos usuários, a baixa foi de 6.978 atendimentos, de 470.405 para 463.427. O único dado positivo está nas consultas com especialistas. O governo Felicio atendeu entre janeiro e dezembro do ano passado 346.561 pessoas contra 340.140 dentro do mesmo período de 2016, saldo de 6.421. Os dados fazem parte do Sistema de Informações Ambulatoriais do SUS (Sistema Único de Saúde).
A queda de atendimentos na atual gestão pode ser reflexo da redução do quadro de médicos e enfermeiros. São José perdeu em um ano 108 profissionais, passou de 573 médicos para 530, o que dá uma redução de 43 servidores no quadro clínico. No caso dos enfermeiros, passou de 783 para 718. As informações são do Portal da Transparência, que revelam ainda novas baixas neste ano, com menos 10 médicos e 10 enfermeiros.
OFERTA E FALTA.
Para o vice-prefeito, Dr. Ricardo Nakagawa, é preciso avaliar a quantidade de consultas ofertadas. Segundo ele, no ano passado foram abertas 590.734 vagas na rede básica e em 2016 foram 576.531. "Os pacientes marcam e não vão". Sobre a queda nos atendimentos de urgência, ele acredita ser positiva. "Não tivemos epidemia de dengue na cidade, fizemos campanha e diminuiu a procura na rede", explicou.
"A campanha de 2016 reduziu a dengue em 2017. Além disso, falar que o povo não vai nas consultas é esconder a incompetência para gerenciar a Saúde", explicou o vereador Wagner Balieiro (PT).
Terceirização de unidade reforçou quadro clínico na rede, segundo vice-prefeito
A terceirização do Hospital de Clínicas Sul, em novembro do ano passado, vai compensar a queda no número de médicos, segundo o vice-prefeito Ricardo Nakagawa. "Fizemos a redistribuição de 70 médicos na rede e a terceirizada contratou mais 100 médicos",disse ele, ressaltando ainda que 200 enfermeiros foram realocados no sistema público..