Economia

Indústria da RMVale importa 60%mais matérias-primas no bimestre

Por Xandu Alves@xandualves10 |
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Balança comercial. Dados foram divulgados nesta quinta-feira
Balança comercial. Dados foram divulgados nesta quinta-feira

Os 10 produtos com maior volume de importação entre as empresas da RMVale acumulam alta de 60% nos dois primeiros meses do ano.

Nesse período, as companhias compraram US$ 669,2 milhões no estrangeiro contra US$ 419,3 milhões em janeiro e fevereiro de 2017, considerando apenas o 'top 10'. O percentual de participação do grupo no total das importações cresceu de 40% para 68%.

Os dados são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior

No geral, considerando os 440 itens importados pela RMVale em janeiro e fevereiro de 2018, o volume de importações caiu 6% na comparação com o ano passado, de US$ 1,043 bilhão para US$ 981,7 milhões.

Oito dos 10 principais produtos aumentaram as importações -- são eles petróleo, química, peças para veículos, alumínio, sangue humano, laminados, medicamentos e motores e máquinas-- e dois reduziram -- telefonia e circuitos integrados.

Na avaliação do economista Edson Trajano, coordenador do Nupes (Núcleo de Pesquisas Econômico-Sociais), da Unitau (Universidade de Taubaté), os números não demonstram que a indústria do Vale esteja em processo de recuperação econômica, o que poderia gerar mais empregos.

Para ele, a queda de 18,5% nas exportações da RMVale em 2018 -- entre janeiro e fevereiro foi de US$ 1,4 bilhão contra US$ 1,7 bilhão, em 2016 -- é sinal de que a recuperação ainda vai demorar.

"Não dá para dizer que a indústria está em recuperação, porque a exportação caiu. Grande parte dos produtos que importamos na região compõe a pauta de exportação. O problema é que importamos muito produtos com maior valor adicionado e exportamos de menor valor".

Aquisição de petróleo, química e peças para veículos têm uma alta de até 250%

Entre os produtos mais importados pela RMVale, nos dois primeiros meses do ano comparado a igual período de 2016, os destaques de crescimento foram petróleo (91%), química (252%) e peças para veículos (34%).

O segmento de produtos laminados saltou de nenhuma importação em 2016 para US$ 38,7 milhões neste ano. Telefonia e circuitos integrados caíram 32,22% e 14,07%, respectivamente. Peças e partes para aviação, itens de importação da Embraer, registraram queda de 95% neste ano, de janeiro a fevereiro, comparado a igual período de 2016, de US$ 138,7 milhões para US$ 6,2 milhões. "Eletroeletrônico, automobilístico e aéreo são os segmentos com mais importações no Vale. E há espaço para a indústria se desenvolver e fazer as peças aqui", declarou o economista Edson Trajano.

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