O governo Ortiz Junior (PSDB) negou acesso do jornal aos dados sobre a operação realizada desde janeiro em dois conjuntos habitacionais do Barreiro: Benedito Capelleto e Sérgio Lucchiari.
Por meio da LAI (Lei de Acesso à Informação), a reportagem havia questionado quantos imóveis foram desocupados nesses conjuntos durante a operação, que ainda não terminou. Também havia solicitado a lista dos novos moradores desses apartamentos.
O jornal fez os questionamentos via LAI após as mesmas demandas terem sido ignoradas pela assessoria de comunicação da Prefeitura de Taubaté.
Além de não responder os questionamentos feitos via LAI, o governo Ortiz ainda alegou que "não há de se falar em desocupação junto dos mencionados empreendimentos e sim em abandono de tais unidades". Essa nova versão, sobre eventuais abandonos dos imóveis, contradiz o que o prefeito disse anteriormente (o tucano afirmou que as pessoas foram retiradas dos apartamentos por terem envolvimento com o tráfico de drogas) e também a versão dos moradores (eles dizem que estão sendo acusados de alugar ou vender as moradias).
A reportagem refez os questionamentos via LAI e aguarda a resposta. Segundo essa lei, que é federal, a prefeitura só poderia se negar a informar dados sigilosos, o que não é o caso. Além disso, uma lei municipal de 2015 obriga a divulgação de contemplados no programa habitacional.
Iniciada em janeiro, a ação é alvo de investigações do Ministério Público Estadual e do Ministério Público Federal..