A Comissão Europeia estabeleceu um novo prazo para decidir sobre o acordo entre as fabricantes de aviões Boeing e Embraer.
A expectativa agora é que a decisão sobre a fusão, que vai movimentar cerca de US$ 4,2 bilhões, saia até 30 de abril.
A norte-americana Boeing aguarda o aval para comprar 80% da divisão de jatos comerciais da fabricante brasileira.
Na transação comercial, o setor comercial da Embraer foi avaliado em US$ 5,26 bilhões.
As empresas formarão a joint venture Boeing Brasil Commercial que absorverá toda a Aviação Comercial da Embraer, com 80% do controle nas mãos dos americanos, que pagarão US$ 4,2 bilhões. A Embraer ficará com 20%.
Inicialmente, a Embraer esperava que todas as aprovações estivessem concluídas até o final de 2019. No entanto, ainda falta a análise do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), no Brasil, e da Comissão Europeia.
A análise na União Europeia estava suspensa desde o fim de dezembro, quando os reguladores solicitaram mais de um milhão e meio de páginas com informações sobre as campanhas de vendas das empresas nos últimos 20 anos.
A preocupação é sobre redução do número de participantes no mercado de jatos. Além disso, os europeus aguardavam que a Embraer concluísse o processo de cisão do negócio comercial.
"Embraer e Boeing têm atuado junto à Comissão Europeia e outras autoridades regulatórias globais desde o final de 2018, sendo que já recebemos autorização para concluir a transação de quase todas as jurisdições, incluindo Estados Unidos, China e Japão. Continuamos a cooperar com a Comissão Europeia em sua avaliação sobre a transação e aguardamos uma solução positiva", informou a Embraer..