Foi deflagrada na manhã desta quarta-feira (26) a Operação Ninjas, que visava desarticular uma organização criminosa que traficava drogas e armas no interior de uma unidade penitenciária na cidade de Tremembé. Segundo o MP (Ministério Público), a organização que foi alvo da operação era integrada por membros da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital).
A ação foi realizada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) e pela Deic (Delegacia Especializada de Investigações Criminais) de Taubaté, com apoio da Coordenadoria de Unidades Prisionais da Região do Vale do Paraíba e do 3º Baep (Batalhão de Ações Especiais da Polícia Militar).
Foram cumpridos 15 mandados de prisão temporária e nove de busca e apreensão, todos expedidos pela 2ª Vara Criminal de Tremembé, contra pessoas investigadas por integrar a organização criminosa. Também houve determinação judicial para o bloqueio de valores em contas de alguns dos alvos.
Durante a ação desta quarta-feira, foram apreendidos anotações referentes à contabilidade da organização criminosa, telefones celulares e, material para pesar e embalar as drogas que eram destinadas ao arremesso e inserção na unidade prisional, pelos chamados “ninjas”.
Segundo o MP, a organização traficava drogas, armas e aparelhos celulares para dentro do Pemano (Centro de Progressão Penitenciária “Dr. Edgard Magalhães Noronha”), em Tremembé, e seria chefiada por membros do PCC que se encontram em cumprimento de pena em regime semiaberto. As investigações, iniciadas pelo MP, foram conduzidas pela Polícia Civil com auxílio do Gaeco e da SAP (Secretaria de Estado da Administração Penitenciária do Estado de São Paulo), responsável pela Coordenadoria de Unidades Prisionais.
A referência aos “Ninjas” no nome da Operação se deve ao modo com a organização criminosa introduz drogas, armas e aparelhos de telefone celular para a comercialização e uso dos presos no interior da unidade prisional. Os objetos são arremessados por diversas formas.
As investigações, que já duram três meses, levaram a prisões e apreensões de mais de 70 kg de entorpecentes (cocaína, maconha K4 e LSD), armas de fogo, e aparelhos de telefone celular.