Quem segura o corona?
A pandemia do novo coronavírus segue surpreendendo pela voracidade.
No Vale do Paraíba, a doença bate seguidos recordes negativos em 2021. O ano tem 68% do total de casos confirmados e 67% da totalidade das mortes desde o início do surto, em março de 2020.
O mesmo acontece com o número de pessoas internadas em UTI (Unidade de Terapia Intensiva) nos hospitais da região para tratar formas graves da doença. A mortalidade nesse público é bem maior do que nos demais. Quanto mais internados, maior a chance de óbitos por Covid-19.
"Cerca de um terço dos internados não deve sair com vida da UTI", disse o médico Paulo Menezes, coordenador do Centro de Contingência ao Coronavírus de São Paulo.
A afirmação do médico é verificável nos números do Vale.
O mês de maio já tem 31 mil casos confirmados de Covid e vai terminar com mais contaminados do que todos os casos positivos da doença registrados entre março e agosto do ano passado, período que soma 33 mil.
Pela média diária de contaminados (1.150), a previsão é que o mês encerre com mais de 35,5 mil diagnósticos positivos para a doença, ficando atrás apenas de janeiro deste ano, que lidera com 38,3 mil infectados.
O número de pessoas mortas pela Covid em maio (855) já é o segundo maior da pandemia, perdendo apenas para abril (955). Com média de 32 óbitos por dia, maio pode chegar ao final do mês superando a marca anterior.
Para piorar, o mês vai superar a marca de internações por Covid-19 de toda a pandemia, de acordo com dados da Fundação Seade. Serão cerca de 4,6 mil hospitalizações até o dia 31 de maio, acima do recorde anterior de 4,1 mil de abril e março..